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Você é um “falso magro”? Descubra!

Nem sempre quem tem um corpo magro e peso ideal está saudável, conheça os riscos da obesidade oculta
Rebeca Ângelis Por: 11/10/2018 - 17:10 - Atualizado em: 11/10/2018 - 12:10
Você é um “falso magro”? Descubra!
Você é um “falso magro”? Descubra!

Muitas pessoas sonham em atingir o “corpo perfeito”. Mas você sabia  que entrar numa calça 38 nem sempre é sinônimo de ser saudável? Quem possui um corpo magro e um peso considerado normal não está, necessariamente, bem de saúde. O “falso magro”, como é popularmente conhecido, caracteriza-se, principalmente, por uma pessoa que tem decorrência do excesso de gordura espalhada pelo organismo. De acordo com a Nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Esportiva da Uninassau, Gilcelia Barbiéri, o termo de ‘obesidade’ sempre existiu, mas geralmente era associado às pessoas de sobrepeso.

No entanto, ela ressalta que é um caso que também pode acometer indivíduos magros que possuam o percentual de gordura elevado e não têm noção disso. “Um corpo magro pode ter, desde obesidade metabólica - no qual o indivíduo  apesar de ter peso normal apresenta dislipidemia- resistência, à insulina e diabetes mellitus tipo 2”, explica Gilcélia. Entenda!  

Como identificar a obesidade oculta?

Gilcélia explica que identificar as causas requer análise de vários fatores. Portanto, é importante ficar atento a detalhes como:

  • Inatividade física, restrição  do sono;

  • Estresse;

  • Consumo excessivo de gordura, carboidratos refinados, alimentos industrializados ricos em aditivos alimentares que desequilibram o metabolismo;

  • Genética/histórico familiar, dentre outras.

A nutricionista salienta que não existe apenas um fator determinante. É o conjunto que leva o paciente ao quadro de obesidade e algumas complicações.

Tem mais gordura do que massa magra? Fique atento!

Não é pelo fato de ser magra que uma pessoa pode sair por aí consumindo gorduras ou doces em gerais. A velha frase “você é o que come” também serve para os que estão bem na balança. De acordo com um artigo publicado no ano passado da revista “Frontiers in Public Health”, em países desenvolvidos, até 90% dos homens, 80% das mulheres e 50% das crianças têm percentual de gordura prejudicial. Logo, um “falso magro” podem até ter um IMC na média, mas também podem estar na faixa de risco.

Quem tem alto percentual de gordura e não aparenta, tem quantidade de massa magra inadequada. Para aumentar essa massa magra, é necessário realizar exercício físico com profissional adequado, assim como comer de forma saudável.

Busque um corpo saudável

Um pessoa com obesidade oculta pode ter possíveis complicações como problemas hepáticos,cardíacos, aumento de lipidemia (gordura saturada no sangue), do colesterol e de triglicérides e até de alguns tipos de câncer. Por isso, nesta quinta-feira (11), data em que marca a prevenção da obesidade no mundo, que tal repensar um pouco mais sobre como anda sua saúde?

A nutricionista Gilcélia explica que, para identificar se seu organismo anda com saúde, é preciso passar por uma avaliação antropométrica (que verifica medidas e dimensões do seu corpo), exames bioquímico e laboratoriais, além de acompanhar sinais e sintomas aparentes, como os mencionados acima.

Um check-up envolve:

  1. Índice de Massa corporal (IMC)- O conhecido IMC, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), serve como principal referência para medição da faixa de peso. Para medir, basta calcular o valor do peso dividido pela sua altura ao quadrado.Qualquer resultado menor que 18, resulta no peso abaixo do esperado. Entre 18,5 e 24,49, normal. Já os resultados entre 25 e 29, 9, tem sobrepeso. Se estiver entre 30 e 35, está obeso. Vale ressaltar que o IMC não é o único parâmetro para avaliar o nível de obesidade.

  1. Acompanhamento médico- Uma ida ao consultório, pelo menos uma vez ao ano é relevante para avaliar como anda a saúde de seu organismo. Com a avaliação nutricional ou física, por exemplo, é possível, fazer medição de pregas cutâneas. O procedimento é realizado por meio de um aparelho, que é como uma pinça e examina locais específicos do corpo, como abdômen e coxa, para estimar o percentual de gordura.

  1. Bioimpedância- Exame avalia a quantidade aproximada de músculo, osso e gordura de cada pessoa. A avaliação é feita por um aparelho que costuma a ser utilizado em academias e serve de complemento em consultas de nutrição para avaliar os resultados do plano de treino ou da dieta. Pode ser realizado a cada 3 ou 6 meses para se comparar resultados e verificar alguma evolução da composição corporal. Além do peso atual, a bioimpedância auxilia na exibição da quantidade de músculo, gordura, água e até as calorias que o corpo queima ao longo do dia, de acordo com sexo, idade, altura e intensidade da atividade da física.

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