Clicky

Selecione a cidade
4020-9734

Notícias › Educação


Videomaker x filmmaker: conheça a diferença!

Na era digital, entenda a diferença desses profissionais e como suas funções se estendem por trás da câmera
Rebeca Ângelis Por: 30/10/2018 - 11:48 - Atualizado em: 01/11/2018 - 17:16

“Câmera um...take...gravando!”. Na hora da criação audiovisual, a técnica é a mesma. Começa preparação, com toda uma equipe empenhada e uma baita ajuda das novas tecnologias para efeitos cinematográficos. A produção de vídeo que, desde meados de 1941, em formato analógico, conquistou o mundo, se molda constantemente e segue ganhando adeptos. Hoje, quem quer estar por trás de uma câmera conta com a ajuda da era digital.

Até mesmo o cinema, que desde seus primórdios privilegiou as filmagens em película, tem abraçado, cada vez mais, a captação, a edição e a finalização de imagens em formatos digitais. Dessa forma, surgiram também as funções de videomaker e filmmaker, que dão brilho ao olhar crítico na hora da execução desses projetos. Você sabe qual a diferença entre elas? A gente te explica!

Um cineasta propriamente dito

O filmmaker é o profissional ligado diretamente à realização do cinema em sua forma tradicional, com curtas, médias, longas metragens, documentários e afins. Por essa razão é considerado também um cineasta. Em geral, ele assume o papel de diretor, guiando as  demais funções da equipe, que se divide em criação de roteiro, produção, fotografia, direção de arte, som e atores.

De acordo com Lucíola Correia, professora de Comunicação Social da Uninassau, é comum que muitas pessoas ainda confundam filmmaker com videomaker, pois ambas surgem do audiovisual. “O filmmaker tem uma formação mais clássica naqueles curso de cinema mais longos, que tem um aprofundamento para se trabalhar não somente operando câmera, mas também dirigindo toda uma equipe cinematográfica. É mais comum em produções mais longas”, diferencia a docente.

Atualmente, no mercado brasileiro, é muito raro encontrar profissionais que trabalhem apenas com filmes para o cinema, sejam eles curtas ou longas. Como as possibilidades de atuação no audiovisual são praticamente infinitas, muitos filmmakers acabam trabalhando também com televisão (séries, novelas, jornalismo), publicidade (comerciais, filmes institucionais) ou mesmo internet (vídeos para YouTube, videoartes) aqui, chegamos ao trabalho desse tal videomaker.

Conheça o curso presencial de Filmmaker da Uninassau!

Senhor das multi-produções

Para o professor e Mestre em Comunicação Multimídia da Uninassau, André Ferreira, o videomaker é o típico “faz tudo”. Isso porque ele “roteiriza, capta vídeo e áudio, decupa, edita...”, salienta André. Sua função é atrelada às produções de pequeno porte e tem crescimento com a popularização das filmagens em VHS, ainda na década de 90. Agora, com plataformas digitais, só se consolidou.

Já Luci esclarece que o videomaker tem um conhecimento muito bom em fotografia, em audiovisual, enquadramento e afins. “É uma função que surge mais recentemente em prol das novas mídias, devido aos equipamentos mais maleáveis e fáceis de utilizar. Uma câmera que outrora, por exemplo, só fotografava, hoje também filma em boa qualidade como em Full HD, 4K, com valores relativamente acessíveis. Ela se resume então, para uma produção mais prática”, endossa a professora.

A principal diferença que separa uma profissão da outra está no fato do videomaker ser responsável por produzir e pôr em prática toda a criação de um vídeo. Muitas vezes, o profissional realiza sozinho o trabalho todo, desde sua concepção até a finalização no computador.

Se antes, somente grandes produções e investimentos possibilitavam a finalização de um filme; hoje, a função do videomaker chega como forma de democratização na hora dessa execução cinematográfica. A otimização do trabalho e facilidade do manuseio das camêras, até mesmo do celular são fatores que também respondem a esse “boom” da função.

É comum que o videomaker não possua um roteiro e lide o tempo todo com imprevistos. Por isso, a organização é fundamental, já que a estrutura de produção é bem mais enxuta. Embora seja comum que trabalhe de forma mais independente, ele também pode atuar em equipe – a depender do cliente que contrata, dos tipos de seus serviços ou do projeto que vise oferecer.

Ficou interessado em saber mais? Faça nosso vestibular!

 

Comentários