Clicky

Selecione a cidade
4020-9734

Notícias › Educação


Uma nova abertura para a vida: Circo Social promove arte e cidadania para jovens com Síndrome de Down

A arte tem o poder de transformar vidas e contar histórias e foi nessa perspectiva que D. Tereza de Almeida matriculou seu filho carlos Eduardo, 20, na primeira turma do projeto Circo Social nos idos de 2014
Por: Taísa Silveira 21/03/2017 - 00:00 - Atualizado em: 21/03/2017 - 07:50
Galeria: 
Fotos: DivulgaçãoFotos: DivulgaçãoFotos: DivulgaçãoFotos: DivulgaçãoFotos: DivulgaçãoFotos: Divulgação
Carlos Eduardo nasceu com a Síndrome de Down e como muitos jovens com essa deficiência, tinha dificuldades motoras e de sociabilidade. Atenta, sua mãe, D. Tereza, quis buscar alguma alternativa que pudesse trazer um pouco mais de qualidade de vida para o filho. “Carlos Eduardo sempre estudou em escolas tradicionais, mas tinha dificuldades de socialização e mobilidade. Por esta razão busquei uma atividade que ele pudesse desenvolver melhor essas competências.” revelou ela, mostrando-se cuidadosa com as necessidades específicas do jovem. 
 
O projeto
Inicialmente com apenas 15 jovens, o projeto Circo Social tem como objetivo promover a cidadania e a inclusão de pessoas com a Síndrome de Down através das técnicas circenses. “Esses jovens teem um potencial muito grande não explorado. O circo é transformador e através de suas técnicas busca trazer todo esse potencial à tona” revela Sérgio Murilo, coordenador do Instituto Ser, organização responsável pelo projeto.
 
Com três edições realizadas, o número de jovens contemplados no projeto não cresceu tanto, pois as turmas foram mantidas com os mesmos alunos praticamente desde o início. “Com o passar do tempo e da realização do projeto, fomos percebendo que as mães estavam demandando uma continuidade de seus filhos no projeto, por esta razão as turmas não se modificaram tanto. Trabalhamos hoje, com quase todos os jovens do início do projeto em 2014” revela Sérgio.
 
Com encontros semanais na sala de ginástica do CST - Centro Superior de Tecnologia da UNINASSAU em Recife, os alunos têm aula de malabares, bolinha, acrobacias, malabares aéreos e balé clássico. “ O Circo Social é uma metodologia e todas estas modalidades visam conferir mais concentração e equilíbrio para os alunos. O balé clássico entra na perspectiva complementar de desenvolver mais a calma e a disciplina deles” afirma Mônica Dornelas, analista de projetos do Grupo Ser Educacional. 
 
Formação de cidadãos 
O projeto não objetiva formar artistas, mas cidadãos inseridos socialmente através da arte circense. “[O projeto] é tudo na vida deles. Para a saúde, eles se comunicam melhor, interagem. Carlos Eduardo está independente e ganhou confiança, não tem preço que pague isso” conta D. Tereza.
 
Outro ponto extremamente positivo para os alunos do projeto é o desenvolvimento da auto-confiança e independência. “Carlos Eduardo era muito super protegido. Ele andava na rua só de mãos dadas comigo, era muito inseguro, tinha dificuldades motoras. Era difícil até subir escadas para ele que vivia parado, tinha medo de se movimentar. Depois que ele ingressou no projeto, faz até malabares com as bolinhas” anima-se a mãe.
 
Além das atividades circenses o Circo Social conta com “A Roda”, um momento de avaliação em que os jovens podem dizer o que acharam dos exercícios e aprendizados do dia, incentivando-os a expressar-se verbalmente, já que muitos possuem dificuldades na fala. A equipe multidisciplinar conta além dos instrutores circenses, com uma pedagoga e uma assistente social para dar apoio às famílias e alunos.
 
Dica: Neste Dia Internacional da Síndrome de Down, saiba como você pode combater o preconceito e ajudar na inclusão dessas pessoas conhecendo a cartilha que apresenta as 10 coisas que você precisa saber sobre pessoas com Síndrome de Down.
 

Comentários