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Trabalhadores autônomos impulsionam retomada da renda familiar no país

O número de pessoas gerando renda na informalidade conseguiu se recuperar no pós-pandemia e está em crescimento contínuo, explica especialista
Assessoria de comunicação Por: 05/11/2021 - 09:11 - Atualizado em: 05/11/2021 - 09:17
Trabalhadores autônomos impulsionam retomada da renda familiar no país

Por Ricardo Mousinho.

 

Trabalhadores autônomos tiveram uma crescente após o período mais crítico da pandemia, até o final de 2020. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que também evidencia o segundo trimestre de 2021 com aumento de 3,8 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, uma alta de 17,6% em relação ao mesmo período de 2020. Isto é, por conta do aumento do desemprego, muitas pessoas precisaram trabalhar sem vínculos empregatícios para suprir as necessidades de casa, inclusive, empregando outras pessoas no desenvolvimento das atividades.  

 

A especialista em empreendedorismo e coordenadora do curso de Administração da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Júlia Macedo, explica que um novo cenário pós-pico da pandemia despontou. Esse cenário é o do trabalho informal, que se caracteriza por pessoas sem carteira assinada, empregadores ou empregados autônomos sem CNPJ. Apesar da atividade gerar renda, a realidade é incerta para esses trabalhadores.  “Estamos falando de pessoas empregadas, mas que estão na informalidade. Estão gerando renda para suas casas, mas não estão contribuindo para a seguridade social, por exemplo. Ou seja, estão desamparadas em caso de impossibilidade de continuarem trabalhando. Entretanto, é essa movimentação que permite a subsistência de muitas famílias.”, ressalta Júlia.  

 

Ainda que houvesse uma queda acentuada durante o ano de 2020, pessoas na informalidade ou com pequenos negócios conseguiram se recuperar e já atingem números superiores aos comparados nos últimos 12 meses. Entretanto, Júlia pontua que, ainda que haja mais pessoas ocupadas, o rendimento médio real caiu, resultando na estabilização dos rendimentos no país, uma vez que as novas rendas tiveram valores inferiores aos praticados anteriormente. “Uma coisa é o aumento de pessoas promovendo renda, outra coisa é esse valor superar o que estávamos vendo antes da pandemia. Infelizmente, houve uma queda de quase 9% nos valores arrecadados pelos trabalhadores no último ano. Isso devido ao fato de a população ocupada ganhar dinheiro, mas com rendimentos menores. Ou seja, uma desvalorização do trabalho. Como solução, é muito importante, além da regularização desse negócio, uma especialização no ramo e uma contínua capacitação nesses segmentos. Isso gera renda, isso consolida o mercado”, finalizou a professora.  

 

A consolidação das atividades laborais de pequenos e médios negócios, além do cenário informal, é reforçada, principalmente, pela possibilidade da prestação de serviços ou produtos com qualidade, ótima interação com o cliente e apresentação inovadora da proposta. Desta forma, dar início a uma especialização é se capacitar e estar amparado por técnicas e processos essenciais para a manutenção ou expansão da geração de renda. 

 

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