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Ser proficiente em outros idiomas: como isso afeta a empregabilidade?

Por: Caroline Melo 26/09/2016 - 00:00 - Atualizado em: 28/09/2016 - 14:16
Imagem: Shutterstock
Proficiência em inglês destaca o profissional no mercado de trabalho
Sucesso na comunicação é essencial num mundo globalizado, onde tudo é tão interligado. Não é à toa que o mercado de trabalho tenha mudado suas expectativas em relação aos profissionais: já passou o tempo em que dominar a língua nativa era o principal requisito, agora é preciso ir além.
 
Ser proficiente em dois ou mais idiomas torna o profissional mais desejável para as empresas e instituições, todo mundo já sabe, mas alguns processos seletivos já consideram esse ponto um quesito básico na hora do recrutamento. Hoje em dia, não são apenas as empresas multinacionais que exigem empregados no mínimo bilíngues: as nacionais, a fim de aumentar a qualidade de seu trabalho, preferem candidatos com um bom conhecimento em outros idiomas.
 
“Sem essa proficiência, o mercado de trabalho vai ficar muito mais desafiador”, avisa a psicóloga e professora de inglês Soraya Matos, da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau. Para ela, que também leciona na área de recursos humanos e empregabilidade, os empregadores buscam cada vez mais, profissionais com boa capacidade de comunicação. “Você falar outro idioma é essencial no seu planejamento de carreira. O mercado vem buscando esses tipos de competências sociais em seus empregados”.
 
Por que falar inglês?
 
Se tratarmos de população mundial, as línguas mais faladas são o mandarim, com 1,3 bilhões de falantes; o espanhol, com 427 milhões; e o inglês, falado por 339 milhões de pessoas, segundo dados da publicação online Ethnologue, que pesquisa e reúne informações sobre linguagens em todo o mundo. Porém, considerando a economia global, o idioma mais requisitado continua sendo o inglês.
 
 “No Brasil, infelizmente o idioma é tido como língua estrangeira e não como segunda língua”, lamenta Soraya. Ela tem razão. Os índices baixos de conhecimento de outros idiomas no país indicam uma distância significativa do acesso ao inglês, uma das línguas mais requisitadas e faladas do mundo. Como exemplo do panorama geral, a pesquisa sobre as Demandas de Aprendizagem de Inglês no Brasil, realizada para o British Council em 2014, afirma que apenas 5,1% da população
com 16 anos ou mais diz possuir algum conhecimento do idioma inglês. Só que,
desse total, os que afirmam falar inglês, 47% alegam ter conhecimento básico,
32% estão no estágio intermediário e 16% do total, no avançado.
 
É difícil aprender?
 
“Todo mundo pode e deve alcançar resultados favoráveis em uma segunda língua”, afirma Soraya. O que impede que isso aconteça, para a professora e psicóloga, é o fator comportamental. “O brasileiro ainda tende a ter um comportamento de esperar. O indivíduo que quer estar preparado para o mercado de trabalho e não aguardar que seja requisitado esse conhecimento”. Segundo ela, as empresas não dispõem de tempo para esperar que o profissional se requalifique até ficar apto para ocupar posições nas empresas. “Não tem como chegar às entrevistas com um bom currículo e não ter pelo menos um bom inglês.”
 
“Nada é difícil, é desafiador”, atesta. “Quando o aluno diz que é difícil, ele está se blindando”. Soraya ainda completa dizendo que é necessário que as pessoas devem levar o processo de aprendizado como um estímulo e sair da zona de conforto, se mantendo com foco, metas e disciplina em busca de um bom resultado. Os frutos disso? “Habilidades como cidadão, profissional e visionário”.
 
Os conselhos da professora reverberam em Rubens Santos, aluno de Gestão de Recursos Humanos na UNINASSAU. Ele já enxerga um plano de carreira a longo prazo claramente. “Estou estudando inglês para realizar a aplicação de uma bolsa de mestrado em Toronto para pesquisa. Pretendo realizar essa aplicação dentre os próximos quatro anos, sendo que minha meta é atingir a fluência no inglês em dois anos”, conta. A ideia é desenvolver também seu francês antes de ir estudar na cidade canadense.
 
Ele faz aulas regulares de inglês direcionadas para o mercado de trabalho e o desenvolvimento da segunda língua. Essas aulas, particulares, serviram para melhorar o inglês que já tinha começado a trabalhar em cursinhos anteriormente. Segundo o jovem, as aulas melhoraram muito seu currículo e sua capacidade como profissional. “Hoje eu trabalho numa galeria de artes num shopping aqui do Recife. Ter inglês no currículo foi um diferencial enorme, pois recebemos visitantes internacionais na galeria. Meu papel é de ajudar na qualidade no atendimento e na parte de treinamentos”.  Rubens reconhece o papel importante da segunda língua no mercado de trabalho. “Ser fluente em outra língua, especialmente inglês é uma obrigação do profissional atual, estamos todo tempo conectados através da internet, ter e ser fonte de informação no momento atual do mercado conta muito como diferencial competitivo.”
 
A dica final fica por conta da professora Soraya Matos: “Não deixar passar. Não dá mais tempo de procrastinar.” E você? Já fala outro idioma?

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