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Se eu deixar de jogar lixo na rua, a profissão de gari acaba?

Esta cultura de isenção social é refutada pelos profissionais da limpeza
Por: Elaine Guimarães 16/05/2019 - 11:02

Nesta quinta-feira (16) é comemorado o Dia do Gari. A data tem como objetivo homenagear os profissionais responsáveis pela limpeza e preservação de ruas e espaços. Ela demonstra, também, um convite para refletir sobre a invisibilidade e, muitas vezes, desrespeito por parte da população.

Durante uma breve caminhada pelas cidades do Brasil e é fácil perceber a quantidade de lixo jogado nas ruas e calçadas. Muitas vezes, o volume de dejetos chega a atrapalhar a passagem dos transeuntes. Esta cultura é sustentada pela premissa de “se eu não jogar o lixo no chão, os garis vão perder o emprego”. No entanto, esta justificativa é refutada pelos profissionais da limpeza.

Trabalho coletivo

Quando tudo é silêncio em um dos centros comerciais mais movimentados do país, Fernando Antônio de Souza já está nas ruas, juntamente com os colegas de trabalhos, para iniciar a limpeza. O trabalho se estende ao longo da manhã. Questionado sobre a quantidade de dejetos descartado fora das lixeira e, muitas vezes arremessados das janelas dos ônibus, Fernando aponta falta de responsabilidade dos cidadãos. “As pessoas jogam o lixo no chão por ignorância. Não custa nada jogar nas lixeiras. A gente começa a trabalhar cedo para organizar, limpar tudo para as pessoas não reclamarem da sujeira das ruas e calçadas”, diz.

Fernando chama atenção para ausência de responsabilidade da população acerca da limpeza da cidade. “Eles acham que isso é apenas o nosso papel. Dizem que só assim a gente vai ter trabalho, mas a nossa parte já é feita. A limpeza das ruas é um trabalho de todos. Se as pessoas nos ajudassem mais, tudo estaria mais limpo, não precisaria de tanto gasto do prefeito e evitaria alagamentos quando tem chuvas fortes”, observa.

Neste 16 de maio, além dos parabéns, Fernando e seus colegas de ofício esperam respeito, colaboração e empatia daqueles que transitam pelas ruas e espaços públicos das cidades. E você, o que tem feito para colaborar com o trabalhos dos garis?

 

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