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Sabia que o chocolate pode estimular a memória?

Pesquisa mostra que ele é um forte aliado na hora dos estudos
Rebeca Ângelis Por: 07/07/2020 - 10:10 - Atualizado em: 07/07/2020 - 18:51
Em tempos de pandemia, o chocolate pode até ser visto como um vilão por muitas pessoas, quando associado ao sedentarismo. Mas a boa notícia é que o doce também auxilia na melhora da memória e raciocínio, para quem tem o hábito de comê-lo por, pelo menos, uma vez por semana.
 
É o que aponta um estudo desenvolvido por pesquisadores italianos de 2017, publicado no periódico Frontiers in Nutrition. O levantamento revela que o consumo regular pode beneficiar também a memória recente e o processamento de informações visuais. 
 
Nos estudos considerados pelos pesquisadores, os participantes se dividiram em grupos para consumir quantidades variáveis dessas substâncias, alguns usando uma bebida sabor chocolate, outros comendo as tradicionais barras. Cada participante teve de permanecer com a dieta achocolatada por um período de cinco dias a três meses.
 
O resultado dos benefícios varia de acordo com o perfil das cobaias, mas o fato é que sua eficácia vale para todas as idades. Para os mais velhos, o consumo a longo prazo melhorou a atenção, raciocínio, memória de curto prazo e dicção. Para mulheres mais jovens, as funções cognitivas foram impactadas positivamente, fazendo diferença, sobretudo, para minimizar efeitos da falta de sono.
 
Segundo o estudo, isso acontece devido aos flavonoides presentes no cacau. São eles os responsáveis pelos benefícios para a saúde do coração e podem aumentar a boa circulação sanguínea e também preservar neurônios. 
 
Quanto mais amargo, mais estimulante à memória
Existe uma grande variedade de tipos de chocolates no mercado. Os mais saudáveis são os que tendem a ter o sabor mais amargo. É o que explica a nutricionista Priscila Lima. Segundo ela, isso se deve aos agentes específicos do cacau, que é rico em antioxidantes e flavonoides e auxilia como grande aliado na vida saudável. 
 
Geralmente os que possuem em seu rótulo a descrição contendo 40%, 70% ou até 90% - conhecidos também como meio amargo ou amargo - são os mais recomendados para  esse tipo de estímulo. Os demais chocolates não se encaixam por possuírem alto teor de gordura e açúcar em sua composição.
 
A nutricionista alerta também que esse consumo deve ser em quantidades moderadas e variar para cada pessoa. Tal frequência precisa ser de maneira saudável e requer uma alimentação adequada e equilibrada, sob orientação de um profissional de nutrição.
 
“Cada pessoa deve ser avaliada por um nutricionista individualmente para verificar se não há restrições para consumir chocolates. Caso haja fatores como diabetes, gastrite ou até labirintite, não é recomendável”, reforça Priscila.
 
Priscila também endossa que, mesmo para quem possa consumir, é preciso cautela com os excessos para evitar possíveis problemas de saúde. Para uma pessoa que não apresente problemas, ela recomenda o consumo entre 20 a 30 gramas por dia, e chocolate de no mínimo 70% de cacau. 
 
“Comer e beber chocolate é sempre bom, desde que o chocolate seja verdadeiro e em quantidades regulares e moderadas”, garante a nutricionista.
 
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