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Retorno às aulas: Crianças precisam de acompanhamento na reinserção presencial

Especialistas explicam que as variações de cenário, idade e retorno não padronizado às salas de aula proporcionaram reações diferentes
Assessoria de Comunicação Por: 09/08/2021 - 08:00 - Atualizado em: 09/08/2021 - 09:00

Por Ricardo Mousinho.

Desde o primeiro semestre de 2020, as escolas procuram estratégias para auxiliar a continuidade do ensino durante o período pandêmico. Mais de um ano depois, a modalidade híbrida, em que a classe é dividida em presencial e a distância, é adotada como principal estratégia de retorno às salas de aula. Entretanto, muitos são os desafios, sendo necessário preparo em conjunto com psicólogos e pedagogos.  
 
A professora e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Dayane Arrais, explica que existem dois cenários mais comuns. Em um deles, as crianças já tiveram um momento recreativo e de aprendizado juntos; em outro, as crianças que nunca tiveram essa oportunidade, por ainda estarem começando os estudos. Nesse contexto, a psicóloga alerta para a necessidade de atenção, paciência e colaboração de profissionais. “As reações no retorno às aulas presenciais são diferentes a depender da idade e da personalidade da criança. Aliado a isso, o retorno descompassado, sem um padrão, também pode afetar a percepção dos pequenos. Por isso, eu acredito que o momento exige compreensão dos pais em observar os sinais que os filhos transmitem e contar com a parceria de psicólogos e pedagogos é muito importante”, explica Dayane Arrais.  
 
Em razão do longo período longe do ambiente escolar, é possível que as crianças apresentem dificuldade na ressocialização. Para a doutora em Educação e professora de Pedagogia do Centro Universitário, Leila Medeiros, esse espaço de tempo repercute em crianças que voltam ao convívio da escola com retrocessos no desenvolvimento, exigindo paciência dos pais e educadores. “Depois da família, a escola é a segunda referência de socialização da criança. É em sala de aula que aprendem regras de convivência e todas as habilidades próprias para o pleno desenvolvimento social. E pontuo ainda que os pequenos que não fizeram esse processo adequadamente, por conta da pandemia, precisarão fazê-lo em uma idade diferente do que normalmente ocorre. E aí que entra a missão conjunta dos pais, psicóloga e da pedagoga, a fim de criarem um ambiente propício e um cenário de imersão”, finaliza Leila.  
 
O processo de transição do ensino a distância para o híbrido deve ser seguro e com coordenadas claras para todos os envolvidos no processo. Psicólogos e pedagogos podem proporcionar oportunidades de fala, de escuta e de brincadeiras, ainda que com contato reduzido, como o bambolê e amarelinha. A UNINASSAU Teresina disponibiliza atendimento psicológico e psicopedagógico na Clínica Escola de Saúde da unidade. Pais e interessados podem agendar uma consulta pelo número (86) 99987-5239. 

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