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Racismo, uma das piores formas de intolerância

Assessoria de Comunicação Por: 22/11/2016 - 10:02 - Atualizado em: 28/11/2016 - 18:51
imagem  mostra doutor Janguiê em sua mesa de  trabalho
Muito do que somos hoje, temos que agradecer a todos os negros que, com sua força, com sua resistência e inteligência

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional

No dicionário Aurélio, racismo significa “teoria que afirma a superioridade de certas raças e nela assenta a defesa do direito de dominar ou mesmo suprimir as outras. Atitude preconceituosa e discriminatória contra indivíduos de determinadas raças ou etnias”.

Na doutrina do racismo afirma-se que o “sangue” é o marcador da identidade étnica, ou seja, dentro de um sistema racista o valor do ser humano é determinado pela sua pertinência a uma “nação racial coletiva” e não por suas qualidades e defeitos individuais. Este era o pensamento dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e o que justificava o que eles chamaram de “limpeza étnica”, que incluiu o assassinato de milhares de pessoas das chamadas “raças inimigas”, entre elas os judeus.

Estamos no século XXI e, apesar de tanta modernidade, o racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Apesar de este ser um preconceito baseado na diferença de raças das pessoas, quando falamos em racismo, o primeiro pensamento que aparece é contra os negros. Independente de contra quem e não importa como, vale ressaltar que, pela legislação pátria, se comprovado, o racismo é um crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.

Embora no Brasil haja uma forte miscigenação de raças e a incidência do racismo não seja tão evidente para alguns, mas ele não deixou de existir. Se há séculos os negros não tinham permissão nem para entrar nas casas dos brancos, hoje nos deparamos com cenas lamentáveis como xingamentos de atletas, principalmente jogadores de futebol ou basquete.

Caros leitores, o Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda maior do planeta. Ficamos atrás apenas da Nigéria, que possui uma população estimada de 85 milhões de pessoas e é o único país do mundo com uma população negra maior que a brasileira. Já não vivemos na época que os europeus colonizaram a África e as Américas, impondo aos povos colonizados as suas leis e formas de viver.

Muito do que somos hoje, temos que agradecer a todos os negros que, com sua força, com sua resistência e com inteligência, engrandeceram a história do nosso país. Nosso povo, a política, a música, os esportes, enfim, a nossa herança social, política e cultural foi um legado de tantos negros, com nomes marcantes – como os de Zezé Motta, Haroldo Costa, Zózimo Bulbul, Milton Gonçalves, os irmãos Arthur e João Timótheo da Costa, Aleijadinho, Zumbi dos Palmares, Lima Barreto, Ernesto Carneiro Ribeiro, Pelé, Pixinguinha, Machado de Assis, Jamelão e tantos outros – que levaram e levam nosso país para todos os lugares do mundo.

Não podemos mais aceitar a ideia errônea de que os negros, os índios ou qualquer raça, sejam inferiores umas às outras e permitir que em um país tão diverso a discriminação racial ainda exista. O sangue que corre nas nossas veias é da mesma cor e nenhum de nós é melhor do que o outro por termos tons de pele diferentes.

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