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Por que vacinar é importante?

Na era do movimento antivacina, entenda porque é imprescindível se prevenir contra doenças
Por: Rebeca Ângelis 18/10/2019 - 10:57 - Atualizado em: 18/10/2019 - 11:17
Por que vacinar é importante?/ Reprodução/ Freepik
Por que vacinar é importante?/ Reprodução/ Freepik

Já imaginou um cenário em que pais acham normal crianças terem catapora ou outras doenças? Na era do movimento antivacina no Brasil e mundo, algumas pessoas têm preferido estarem sujeitas a doenças do que se prevenir por meio da vacinação.

Desconfiança sobre eficácia, reações colaterais, pressão de indústria farmacêutica e até mesmo excesso de prevenções são algumas das razões argumentadas por esses coletivos. Embora ainda somem um pequeno número na sociedade, tais grupos têm preocupado o histórico de saúde e prevenção de patologias. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em seu relatório deste ano, entre os dez maiores riscos à saúde global, os movimentos antivacina são tão perigosos quanto vírus que aparecem na mesma lista. Isso acontece pois há uma ameaça iminente na reversão do progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação, como o sarampo e a poliomielite, por exemplo.

Para a OMS, a vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes, em termos de custo, para evitar doenças. Ela, atualmente, evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo.

Por que existe um movimento contra as vacinas?

Tudo começou quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou, em 1998, um estudo apontando uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo. Com a repercussão, o medo de tomar vacinas rapidamente se espalhou pelo Reino Unido, resultando numa queda  alarmante nas vacinações. No Brasil, a situação também refletiu em parte da população.

Um dos fatores para tal informação ter relevância, é que o estudo foi publicado pela renomada revista científica “The Lancet”. No entanto, o estudo foi desmentido e, posteriormente, descoberto que dados dessa análise tinham sido alterados por Wakefield para beneficiar sua teoria, se tornando uma fraude. A pesquisa foi então desautorizada pelo conselho médico do país.

Ainda é melhor prevenir do que remediar

Para a pediatra e infectologista Alexsandra Costa, o movimento antivacina se apresenta como um extremo retrocesso, haja a vista que a descoberta das vacinas trouxe benefícios que reduziram drasticamente a taxa de mortalidade na população. 

“Cada vez mais, a gente tem visto uma diminuição da mortalidade e morbidade, e isso se deve ao aprimoramento das vacinas. Não vacinar implica em trazer epidemias de doenças reemergentes, como é o caso do sarampo, por exemplo. Antes, ele era uma doença considerada erradicada e retorna em níveis epidêmicos, em uma parte de pessoas que optaram em não se prevenir em virtude do pensamento antivacina”, explica a médica. 

Alexsandra endossa ainda que as vacinas devem ser vistas como benéficas, pois protegem todas as faixas etárias, em todos os continentes. 

É graças aos programas de imunizações que há cerca de 28 anos, segundo Ministério da Saúde, que o Brasil não registra casos de poliomielite e outras doenças como sarampo, difteria, rubéola, coqueluche e tétano. Essas chegaram a ser erradicadas ou passaram a aparecer em pequeno percentual. 

                           

Calendário de Vacinação

O Calendário Nacional de Vacinação contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. Ao todo, são disponibilizadas 19 vacinas para mais de 20 doenças, cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida. 

Portanto, manter a carteirinha de imunizações em dia é uma medida fundamental para a manutenção da saúde e prevenção de epidemias. Brasil é um dos países que mais investe em vacinas. Fique por dentro do Calendário Nacional de Vacinação e previna-se! 

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