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Outubro fica rosa pra chamar a atenção sobre o câncer de mama

Por: Caroline Melo 11/10/2016 - 09:29 - Atualizado em: 14/10/2016 - 11:55
Foto: Freepik
O autoexame é fundamental para a descoberta precoce

Todo ano, em outubro,  as cidades e seus monumentos, prédios públicos e outras construções de destaque tendem a ficar rosadas. Esta é, certamente uma visão bonita, mas a ideia por trás dela é maior que o banho de cor. O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização anual, criada na década de 1990 nos Estados Unidos, que teve reverberação em todo o mundo. Não é à toa o seu tamanho: o câncer de mama é, hoje, o tipo que mais atinge a população feminina no planeta - e também o que mais mata, de acordo com a pesquisa Globocan, organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo da campanha, que dura o mês inteiro, é alertar a sociedade sobre os riscos da doença e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. É por isso que, todos os meses, junto com os laços cor de rosa, vêm os informativos sobre o autoexame, que deve ser feito periodicamente, o autoconhecimento e o tratamento da doença. Segundo Mônica Diniz, médica dedicada à saúde da mulher, ginecologista e coordenadora do internato de ginecologia do curso da UNINASSAU, a campanha é fundamental na educação das pessoas. "Como todas as outras dessa proporção, a campanha tem uma importância muito grande para muitas mulheres que não sabem como proceder em relação ao tema", explica. 

Explicado de um modo mais simples, o câncer é o resultado de uma anomalia no organismo. "Células errôneas, que geralmente são destruídas normalmente pelo organismo, deixam de ser destruídas e se reproduzem, formando tumores", explica o médico oncologista e professor da UNINASSAU, Antônio Douglas de Lima. Estes tumores surgem no ductos e lóbulos mamários, estruturas da mama. Se detectados rapidamente, a chance de cura é altíssima. "O câncer, nos estágios iniciais, é uma doença altamente curável para 80% dos casos", informa o médico. Mas, para os os estágios mais avançados, a possibilidade de cura fica entre 3 e 5%.

Leia também: Nassau mobiliza-se na campanha do Outubro Rosa

A incidência

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 57.960 novos casos de câncer de mama no Brasil apenas em 2016. Esse dado vem da Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, realizada com dados de 2014 e 2015. Entre os fatores de risco está a idade da pessoa: a cada cinco casos, quatro surgem após os 50 anos. Outros fatores têm origem ambiental, comportamental, histórico de reprodução, fatores genéticos e hereditários. 

O melhor meio de descobrir rapidamente é com o autoexame, que consiste em tocar as mamas à procura de alguma alteração tátil, pelo menos mensalmente. A mamografia de rastreamento também é indicada pelo Ministério da Saúde, mas apenas para mulheres entre 50 e 69 anos bienalmente, a fim de rastrear tumores. Aquelas que apresentam fatores de risco devem fazê-la só após os 35 anos, para evitar erros no diagnóstico. Esse processo médico é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para brasileiras de todas as idades e pode identificar a doença antes do surgimento dos sintomas. 

O câncer de mama não atinge apenas as mulheres

Mas tanta insistência com o câncer de mama não é algo que deve ser resumido à saúde da mulher, uma vez que ela afeta a casa de cada pessoa que adoece, gerando uma grave mudança na sociedade e na família. Outro fator que ainda deve ser levado em conta na importância do movimento é que o câncer de mama também ocorre em homens, embora em um número muito menor: a incidência é de apenas 1%, ou seja, a cada 100 casos, apenas um é em homem, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Há essa possibilidade pois a mama masculina é parecida com a feminina, mas sem o mesmo desenvolvimento. 

Para homens, mulheres, crianças ou idosos, a recomendação final é sempre a mesma: observe-se. Mais que qualquer médico, quem vai atentar por alterações no corpo é o próprio indivíduo. Essa é a maior forma de prevenção. 

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