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Os erros mais comuns da língua portuguesa no mundo acadêmico

Professor da UNINASSAU lista alguns deslizes e dificuldades dos estudantes
Assessoria de Comunicação Por: Diogo Cordeiro 15/06/2018 - 15:18
Imagem mostra um quadro negro, vários livros e um copo de café
Para produzir um texto escrito é preciso ter alguns cuidados com o uso dos termos
A utilização de palavras e expressões indevidas na Língua Portuguesa configura um fato que se faz presente no processo de comunicação. Escrever da forma como se fala pode ocasionar alguns desvios padrões da norma culta. No mundo acadêmico, esses deslizes também são comuns. E com intuito de tirar dúvidas sobre o assunto, o professor e tutor da UNINASSAU, Aldecir Ferreira, lista algumas das falhas e dificuldades mais comuns entre os estudantes.
 
De acordo com o docente de Língua Portuguesa, ao se produzir um texto escrito é preciso ter alguns cuidados com o uso dos termos, organização dos períodos, entre outros elementos para que a mensagem não sofra problemas de transmissões. “Alguns pontos devem ser fundamentados para que se escreva de forma funcional e com segurança. Saber diferenciar vocábulos em suas distintas classificações gramaticais também é essencial”, pontua.
 
Vamos aos exemplos:
 
“Mas / Mais / Más”
 
O professor explica que no que diz respeito ao “mas” tem-se uma conjunção adversativa que corresponde às expressões: porém, contudo, entretanto, no entanto e todavia. Fazendo uso adequadamente desse termo com a ideia de ressaltar uma adversidade, é possível observar o exemplo: “João estudou, mas não obteve êxito”.
 
Sobre o uso do pronome ou advérbio de intensidade “mais”, este se opõe a menos, constituindo uma ideia de quantidade, aumento, grandeza. Como exemplo temos: Felipe escolheu o sapato mais caro da loja”. 
 
“Já o “más” configura o plural do adjetivo “má” e expressa a ideia contrária de boa”, detalha o docente. Por exemplo: Irmã Dulce foi uma boa religiosa”. Na história infantil, Branca de Neve tinha uma “madrasta má”.
 
“Mau / Mal”
 
As duas expressões são corretas, no entanto, apresentam significados distintos. Segundo o professor, em sentido geral compreende-se que “Mau é o contrário de bom” e “Mal é o contrário de bem”. Gramaticalmente “Mau” é um adjetivo e “Mal” pode vir a ser classificado como advérbio, uma conjunção ou um substantivo, dependendo do contexto em que esteja empregado.
 
“Por que / Por quê / Porque / Porquê”
 
É preciso ter cuidado com o uso dos porquês. Quando separado “Por que” se aplica em casos de perguntas como: “Por que não haverá aula amanhã?”. Nesse caso, a regra gramatical acentua que a expressão separada e sem acento é utilizada no início de frases interrogativas. Já as respostas às indagações são dadas com o “porque” junto e sem acento, classificado como uma conjunção subordinada causal ou coordenada explicativa.
 
Continuando nos “porquês” a gramática classifica da forma como se encontra escrita (junto e com acento) como um substantivo, expressando o sentido de motivo ou razão sendo correto em frases como: “os porquês das coisas são as minhas constantes indagações”. A quarta maneira do uso é “por quê” (separado e com acento circunflexo), uso feito no final de frases interrogativas diretas.
 
O professor ainda alerta que muitos outros casos de uso de termos não adequados podem vir a configurar como elemento presente no interior das produções textuais. “O receptor irá receber a mensagem de forma difusa e não compreensível, uma vez que as falhas, por menor que possam ser classificadas, distorcem ideias, favorecem incoerências e, por esse ângulo acarretam quebra de sentido”, conclui.

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