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Os caça-notícias: entenda o que é ser repórter

Abraçar as pautas, correr atrás das fontes, entrevistar, investigar a fundo, descobrir todos os detalhes: o repórter é, de certa forma, o “caçador de notícias” cuja função é, claro, reportá-las.
Por: Caroline Melo 16/02/2017 - 11:08 - Atualizado em: 16/02/2017 - 15:36
O Dia do Repórter é comemorado em 16 de fevereiro
O Dia do Repórter é comemorado em 16 de fevereiro

“Todos os jornalistas são preparados para atuar como repórter”, explica Jurani Clementino, professor de Jornalismo da UNINASSAU Campina Grande. A formação é a mesma para qualquer que seja a ocupação desse profissional da comunicação. Mas a grande diferença fica a cargo do modo como é feito o trabalho. Segundo Jurani, alguns veículos exigem mais agilidade que outros, mas todos os repórteres precisam, acima de tudo, ter uma mente aberta. “Ser repórter é ter sensibilidade na hora de observar, investigar, coletar informações. É ver no óbvio algo diferente”, observa. “O bom repórter tem algo muito particular. A formação ajuda, mas tem que ter essa pegada pessoal, que depende também da bagagem do jornalista”.

E é essa bagagem que faz a diferença para Lucas Tarciano, estudante do 3º período de Jornalismo da UNINASSAU. “Para mim, sempre foi uma paixão”, conta, quando perguntado sobre a sua profissão. “Eu acho o repórter tem que ser muito esperto e rápido porque as coisas também acontecem muito rápido”.

Lucas já estagia em veículos de comunicação no estado da Paraíba e , para entrar de vez na profissão, contou com ajuda vinda da própria faculdade. “A professora Giseli Sampaio é muito importante para o curso de jornalismo e para a minha vida. Foi através dela que consegui essa oportunidade”, conta, explicando sua atuação em seus trabalhos em frente às câmeras como repórter.

A atuação como repórter é um passo importante na carreira de todo jornalista, pela inegável diferença entre estar escrevendo na redação de um veículo e estar nas ruas, apurando. “Posso dizer que estar na redação é uma coisa mais tranquila, tem uma lida que lhe permite pensar que você tem o controle de tudo”, aponta o professor Jurani. A rotina é aquela de receber release, fazer ligações, mandar e-mail e pesquisar nos arquivos. Mas a rua guarda muito mais para os repórteres. “São muitos desafios, coisas inesperadas que acontecem de uma hora pra outra. Cada pauta é um desafio novo”

A reportagem que marcou

Cada repórter tem histórias sobre grande notícias, mas algumas marcam mais que outras: desde momentos singelos de alegria até grandes descobertas e coberturas jornalísticas. Confira algumas delas:

Lucas Tarciano - Repórter e estudante do 3º período de Jornalismo

“Uma das matérias que mais me marcaram foi com Eloisa Olinto, minha primeira entrevista com uma artista”, relembra. Em momentos como este, o profissional pode se misturar à pessoa do jornalista e confundir o entrevistador. “Eu pensei que ia travar, mas tudo funcionou. O segredo é ler e sempre buscar conhecimento”, analisa Lucas.

Jurani Clementino - Repórter e professor de Jornalismo da Nassau Campina Grande

Houve um caso que chocou o professor, no meio de sua carreira. “Fizemos uma série de reportagens sobre o caso de uma menina que foi sequestrada e posteriormente encontraram seu corpo. A gente acompanhou até que um sujeito foi preso e cerca de uma semana depois, assassinado de maneira cruel na prisão”. As marcas da história permanecem, mas ficam também as lições e as certezas: “A nossa missão não é promover barbárie, é buscar um cenário melhor, evoluir”.

Se inspirou? Fique à vontade para contar você também suas histórias dignas de ser compartilhadas!

 

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