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O que Grey’s Anatomy ensina sobre o rodízio do internato

Não seja uma Cristina Yang e se permita conhecer todas as áreas básicas da medicina
Por: Camilla de Assis 24/01/2018 - 09:39 - Atualizado em: 24/01/2018 - 13:28
Page cardio, esse texto contém spoilers. Se você assiste a Grey’s Anatomy e é estudante de Medicina, continue lendo este texto. Aqui, nós vamos te explicar tudo o que o seriado, exibido pela primeira vez em 2005, nos Estados Unidos, nos ensina sobre a importância do rodízio de especialidades durante o internato.
 
No Brasil, os aspirantes a médicos devem passar pelas seguintes áreas: Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Saúde Coletiva, segundo a Resolução nº 4/2011, do Conselho Nacional de Educação, subordinado ao Ministério da Educação (MEC). Em Grey’s Anatomy, os personagens Meredith Grey, Cristina Yang, Alex Karev, George O’Malley e Isobel Stevens entraram como residentes em cirurgia e, dentro dela, passavam por áreas como Cardiologia, Neurologia, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Traumatologia, Ortopedia e Cirurgia Plástica. 
 
Apesar das diferenças em relação ao Brasil, o seriado traz à tona questões importantes sobre a ética profissional do médico e a necessidade de ser um generalista, bem como sobre passar por todas as áreas dentro do internato.
 
É importante passar por todas as áreas
Mesmo que você tenha uma área preferida, é importante que passe por todas os segmentos médicos. “A importância das áreas preconizadas pelo MEC é para a formação de um médico generalista humanista”, explica a coordenadora adjunta do curso de Medicina da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau, Geovanna Cabral. 
 
Em Grey’s Anatomy, Cristina Yang cometeu um equívoco e realizou o processo de fechamento do paciente de forma errada, após uma cirurgia geral, e tal deslize acarretou em uma complicação após o procedimento. O erro aconteceu porque Yang, desde de seu início como interna, já demonstrava sua paixão por cirurgia cardiotorácica e dedicou muito tempo exclusivamente à área, deixando outras especialidades de lado. 
 
Não precisa escolher sua área no início
Ninguém precisa escolher a área assim que entra no internato. São dois anos passando por cinco especialidades e suas ramificações. O profissional que quiser se especializar, deve fazer residência após o término do curso. 
 
Exemplo de personagem que demonstrou ser normal a indecisão sobre a especialidade é Meredith Grey. A médica entrou como interna sem saber qual área gostaria de seguir na cirurgia. Após ter envolvimento com Derek Shepherd, Grey toma gosto pela neurologia. Entretanto, a jovem decide, de última hora, seguir pela cirurgia geral, inspirada pela sua mãe, a famosa médica Ellis Grey. 
 
Também não precisa ser bom em tudo
Enquanto estudante de Medicina, você não precisa ser conhecer tudo em todas as áreas pelas quais vai passar. A ideia é que o médico seja uma pessoa generalista, para que saiba solucionar os problema básicos de todos os campos, desde clínica geral até ginecologia e obstetrícia. 
 
George O’Malley mostra que não é preciso ser bom em tudo para ser um bom médico. Em sua primeira cirurgia, uma apendicectomia, ele ganhou o apelido de 007, que significava “licenciado para matar”, quando cometeu um erro durante o procedimento, e pôs a vida do paciente em risco. Entretanto, mostrou toda seu profissionalismo quando precisou realizar as primeiras partes de uma operação dentro de um elevador, após uma queda de energia. Posteriormente, as habilidades de O'Malley em situações de pressão o levaram a seguir a Traumatologia.
 
E você, gosta de Grey’s Anatomy? Qual sua especialidade favorita? Conte pra gente nos comentários!

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