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No mês dos namorados, saiba identificar um relacionamento abusivo

Sinônimo de amor, carinho e respeito, um namoro nem sempre é o que parece. Saiba como identificar um relacionamento abusivo
Por: Rebeca Ângelis 06/06/2019 - 12:26

No mês dos namorados, é comum que sejamos lembrados da importância de ter alguém por perto, com reciprocidade de amor, carinho, respeito e muitos mimos. Contudo, também é importante ter em mente que nem todos os relacionamentos são flores. Algumas relações que passam a ideia de companheirismo são, na prática, completamente diferentes, chegando a serem abusivas. E o grande problema é que nem sempre a vítima que sofre com todos os sinais percebe e se mantém numa relação tóxica.

Se você passa por situação semelhante ou conhece alguém e deseja ajudar, separamos uma lista com situações comuns para identificar um relacionamento abusivo. Confira!

Pensar diferente é normal

O que seria do mundo se todo mundo pensasse sempre igual, não é mesmo? Com relacionamento é a mesma coisa. Não faz sentido viver com outra pessoa que não se importa com seu real ponto de vista e que te julga sempre por isso. Definida por Gaslighting, essa é uma característica comum em relações abusivas. No conceito geral, essa é uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. Portanto, é importante ter atenção em comentários como: “você é louca (o) por pensar assim”, ou “Isso é coisa da sua cabeça fantasiosa”.

Sem essa de ‘Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir’!

Definitivamente, uma relação na qual parte do casal prefere conversar com gritos para mostrar imposição não funciona. Vale lembrar também que violência não acontece apenas de forma física, pode ser verbal, como forma de coibir qualquer vítima. Portanto, é importante não permitir que isso aconteça, pois o que começa com um grito pode se tornar uma agressão ainda pior no futuro.

Tapa de amor dói, sim!

Não. Ninguém nasceu para sofrer ou se submeter a ser refém de um agressor que se camufla de companheiro. Tapas, beliscões, ou simples aperto do braço para conter uma briga são sinais alarmantes de que algo não vai nada bem. Portanto, não se culpe por isso. Caso tenha acontecido, denuncie o agressor. Tapa de amor dói, sim! E para viver em um bom relacionamento não tolere passar por tal condição.

“Cadê meu celular, eu vou ligar no 180!”

Se você está em um relacionamento com as características citadas acima ou  conhece alguém submetido a um relacionamento abusivo, “meta a colher” e procure ajuda! Para as mulheres, é importante conversar com alguém de sua confiança, ou até mesmo ligar para a Central de Atendimento à Mulher. Basta discar 180 de qualquer telefone.  A Central funciona sete dias por semana e 24 horas por dia. Lá você terá orientação adequada para saber como proceder e se prevenir de quaisquer danos. Para casos mais graves,  procure uma Delegacia da Mulher.

De acordo com o Mapa da Violência 2015 | Homicídio de Mulheres no Brasil, duas a cada três vítimas de violência atendidas pelo SUS são mulheres. De fato, o número de mulheres que são oprimidas por seus parceiros violentos e sofrem caladas supera todas as estatísticas. Mas, vale lembrar que também existem casos de homens que podem ser a vítima da vez nos relacionamentos.

 

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