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No dia do gordo, conheça youtubers que combatem a gordofobia

Marcele Lima Por: 10/09/2019 - 08:54 - Atualizado em: 11/09/2019 - 13:09
Dia do Gordo / Freepik
Dia do Gordo / Freepik

Entre as datas comemorativas do calendário de setembro, uma chama atenção: dia 10 é o dia do gordo. Não sabe-se ao certo a origem da comemoração, mas algumas pessoas utilizam a data para enfatizar a luta contra a gordofobia. As cobranças sociais por padrões estéticos específicos faz uma parte da sociedade ver a gordura como algo negativo e jogar as pessoas, principalmente mulheres, em situações de risco. Entre elas, estão o estímulo às dietas malucas, algumas delas mais vulneráveis a desenvolver distúrbios alimentares graves como bulimia e anorexia, segundo especialistas em nutrição. 

No livro “O mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres”, a escritora norte americana Naomi Wolf traz reflexões importantes sobre a temática da indústria da beleza, ligada à mídia. A obra aborda como há a contribuição para regulação da imagem ideal feminina, atribuindo a fatores como a idealização da mulher perfeita por parte de uma sociedade machista, fazendo com que as próprias mulheres tenham comportamentos discriminatórios em relação às que não estão dentro do peso dito como ideal. Estar de dieta, segundo Naomi, tornou-se uma preocupação feminina desde os anos 1920.

No dia do gordo, conheça 5 influencers que agem na luta pela aceitação e pela quebra de paradigmas e preconceitos, em prol da aceitação corporal e autoestima de pessoas que estão acima do peso. 

Alexandra Gurgel

A jovem jornalista é dona de um canal no youtube chamado “Alexandrismos”, onde conversa com seus seguidores sobre assuntos do cotidiano, levantando as bandeiras do feminismo, discussões sobre padrões de beleza, preconceitos, gordofobia, entre outros. 

Já precisou gravar vídeos em respostas à apresentadores de televisão que utilizam seus espaços midiáticos para fazer piada com as temáticas que ela combate.

Veja

 

Mariana Lima

Dona do canal “Moda Plus Size Brasil”, Mariana traz novidades da estação para as mulheres gordas, conversa também sobre maternidade, beleza, comportamento e busca empoderar os seguidores em relação ao corpo e a quebra de paradigmas.

Confira

 

Luiza Junqueira

A descrição do canal “Tá Querida” afirma que é um espaço para mostrar para as seguidoras que está tudo bem elas serem do jeito que são. Traz vídeos de cabelo, maquiagem e receitas, além de incentivar a autoestima e o empoderamento das mulheres. Há quase três anos, lançou um documentário chamado “Gorda”, abordando a história de três mulheres e a relação com os próprios corpos.

Assista abaixo

Ju Romano

A youtuber também é ligada em moda e comportamento. Levanta a bandeira contra a gordofobia, homofobia e problemas sociais que acabam envolvendo o peso das pessoas. Em uma das postagens questiona a mudança de comportamento dos companheiros em relação aos quilos a mais e em um vídeo mais recente traz os medos que as gordas têm, desde os olhares na rua até a acessibilidade nos locais públicos. Ela pede principalmente empatia e gentileza para quem passa por determinadas situações. 

Confira

 

Maíra Medeiros 

O canal da Maíra Medeiros é um dos mais acessados. Ela tem uma série de fãs que acompanham seu jeito divertido de tratar de temas sérios como a gordofobia, mas na página do “Nunca te Pedi Nada”, os internautas podem encontrar diversos outros conteúdos como viagem, beleza e empoderamento feminino. Criou uma série chamada “Não pode ser gorda”?, trazendo situações do cotidiano como a simples compra de uma blusa, além de históricos sobre mudanças de padrões de beleza da mulher desde o século passado. 

Veja

 
Em 2018 o Conselho Federal de Nutricionista (CFN) proibiu a utilização de fotos de antes e depois de pessoas que se submeteram a tratamentos estéticos ou dietas ditas como milagrosas. O objetivo principal é eliminar a construção de expectativas com resultados dos tratamentos, que podem ter sofrido alterações digitais. O ideal é buscar sempre ajuda profissional personalizada, porque cada corpo se comporta de uma maneira diferente e uma foto na internet pode não representar a realidade.
 

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