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No Dia do Café, saiba mais sobre a bebida que está presente no cardápio do brasileiro

Marcele Lima Por: 24/05/2019 - 12:49
Dia do Café/Pixabay
Dia do Café/Pixabay

O dia 24 de maio celebra a bebida que faz parte da vida de quase todos os brasileiros. Tem gente que só se define acordado depois de uma xícara quentinha de café. Quem é de fato apaixonado pelo “pretinho” também não perde a oportunidade de tomá-lo ao longo do dia, seja no intervalo do trabalho, durante uma reunião, depois do almoço ou até mesmo no jantar.

Existem muitas formas de consumir o café: coado, expresso, em cápsulas, com leite, com chocolate, com os dois, enfim, cada um à sua maneira. O que muita gente não sabe é a diferença entre os grãos. Existem dois tipos de plantas - Arábica e a Robusta (ou Conilon) - de café produzidas para comercialização no Brasil; o país é, inclusive, o maior produtor da iguaria no mundo.

Os melhores produtos são cultivados através da Arábica, que possui aroma intenso, doçura e acidez na medida. Dela, derivam os cafés especiais e gourmets, muitos com notas frutadas e aromas diferenciados. A Arábica representa 15% da produção brasileira. “É aquele café tipo exportação”, diz o barista da rede de cafeterias Malakoff Café, Alan Cavalcanti. Já é possível encontrar o produto à venda nos supermercados, com rótulos diferentes, em categorias como premium. A bebida possui bem menos cafeína e proporciona uma experiência de sabor diferenciada, menos amarga.

Sobretudo, é o café da Robusta que lota as prateleiras das lojas. É um produto considerado de baixa qualidade pelos especialistas, porém é o mais consumido pela população. Ele representa 80% da produção nacional, é mais forte e escuro, estimulando o consumidor a incluir o açúcar na hora de beber.

De acordo com o barista Alan Cavalcanti, quem é apreciador da bebida está buscando alternativas ao cafezinho tradicional e procurando estabelecimentos que possuem produtos superiores. “O café robusta é muito amargo. Já os especiais têm uma torra diferente. O mercado tende a trabalhar buscando a qualidade e o consumidor hoje começa a buscar por essa qualidade”, explica.

Esses cafés especiais são compostos de mais de 60 tipos diferentes de grãos e torras, derivados da planta Arábica. Uns possuem notas de frutas vermelhas, tendo um sabor mais azedinho ao final. Outros lembram chocolate e fazem com que os apreciadores tenham diferentes experiências, principalmente porque cada um deles possuem um modo de preparo específico, conforme o profissional que o faz ou o gosto do cliente. Uma indicação dos baristas é que essas bebidas mais sofisticadas sejam consumidas sem açúcar para que os clientes possam apreciar de fato o sabor da iguaria sem interferências.

Conheça alguns tipos:

Café Bourbon

É uma das variedades mais conhecidas do mundo. Tem notas achocolatadas e aroma forte, marcante, além de acidez moderada.

Café Kona

Dizem os apaixonados que esse é o melhor café do mundo. É produzido no Hawai, em terras próximas a vulcões. É sem dúvidas um dos mais caros e possui notas aveludadas e frutadas.

Café Catuaí

O nome vem do tupi-guarani e significa “muito bom”. É um café 100% brasileiro! É um dos produtos mais jovens, em relação ao início da produção, mas é um dos mais consumidos e comercializados nas cafeterias. É um dos cafés que dispensam a utilização de açúcar ou adoçante, por conta do sabor característico dos grãos, que podem ser encontrados em subvariedades: vermelha ou amarela.

Café Acaiá

Também cultivado no Brasil, esse tipo de grão é maior que os outros. Produz um café mais suave e sofisticado, com sabor achocolatado.

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