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Mães de crianças com doenças raras: o direito de estudar

O programa "Mães Produtivas", inciativa do grupo Ser Educacional, oferece bolsas de estudos para cursos de graduação e pós-graduação EAD a mãe de crianças com doenças raras
Por: 14/05/2019 - 15:05 - Atualizado em: 14/05/2019 - 15:06

Mães de crianças com doenças raras de 20 estados do Brasil podem ganhar bolsas de estudos para cursos de graduação e pós-graduação EAD. O projeto “Mães Produtivas” faz parte do Programa EAD Social, uma inciativa do grupo Ser Educacional, desenvolvido pelas Instituições UNINASSAU, UNAMA, UNIVERITAS e UNIVERITAS/MG. O projeto foi criado em 2016 por um dos maiores grupos de educação superior privada do Brasil, o Ser Educacional, em parceria com a Aliança de Mães e Famílias Raras (AMAR), com o intuito de beneficiar mães que não podem comparecer às aulas presenciais, por precisarem fornecer cuidados especiais aos seus filhos. Ao todo, 250 bolsas de estudos foram ofertadas em 2019.

A estudante Michele Santos, de 36 anos, que está no sexto período do curso de pedagogia EAD, ministrado pela UNINASSAU, afirma que se inscreveu no projeto em 2016. Michele é mãe do adolescente Gabriel, de 17 anos, diagnosticado com microcefalia. “Eu sempre quis cursar uma faculdade, mas nunca tive oportunidade. Quando engravidei, estava acabando o ensino médio e devido ao fato do meu filho ter nascido com microcefalia, as demandas para mim aumentaram muito. Comecei a ir para o médico mais frequentemente, a fazer terapia com meu filho, além de todos os cuidados especiais que ele precisa. Então, esse meu sonho foi adiado, até que em 2016 eu conheci o projeto mães produtivas, através da AMAR. Hoje, estudo, cuido do meu filho e estou perto de realizar meu sonho de concluir uma graduação”, pontua.

Entre as 20 unidades de ensino que disponibilizam vagas para mães inscritas no projeto, estão: Universidade UNIVERITAS/UNG, em Guarulhos; Universidade da Amazônia – UNAMA, em Belém; os Centro Universitários Maurício de Nassau – UNINASSAU em RecifeSalvador e Maceió; o Centro Universitário Universus Veritas - UNIVERITAS, no Rio de Janeiro; as Faculdades UNAMA em Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco; as Faculdades UNINASSAU em FortalezaNatalJoão PessoaManausSão LuísTeresina e Aracaju e as Faculdades UNIVERITAS em Belo Horizonte, Anápolis, Cuiabá e Palmas.

De acordo com o diretor de Responsabilidade Social do grupo Ser Educacional, Sergio Murilo Jr., o projeto tem o intuito de oferecer cursos de nível superior as mães que não podem comparecer as aulas presenciais, devido os cuidados com os filhos. “Inicialmente a gente detectou que mães que possuem filhos com doenças raras, em especial, microcefalia, aqui em Pernambuco, estavam se sentindo improdutivas porque não tinham condições de trabalhar nem de estudar, devido a necessidade que seus filhos tinham de receber cuidados 24 horas por dia", explica. Essa foi a força motriz para a idealização das bolsas EAD. "Visualizamos a possibilidade de oferecer bolsas de graduação e pós-graduação à distância para essas mães. Com isso, podemos transformar a vida dessas mães, a partir do momento que elas consigam concluir um curso superior ou fazer uma pós-graduação que presencialmente elas não teriam condições”, lembra.

Ainda segundo o diretor, “esse foi o grande objetivo do Ser Educacional, fazer com que essas mães possam ter uma graduação e com isso, mudar de vida, conseguir um emprego e dar uma qualidade de vida melhor para o seu filho”, conclui.  

Segundo a presidente da AMAR, Pollyana Diaz, a parceria com o grupo Ser Educacional vem beneficiando milhares de famílias que possuem crianças com doenças raras. “A parceria com o grupo Ser Educacional surgiu pela necessidade que a gente sentia, nas reuniões que fazíamos com as famílias e com as mães, de possibilitar educação de nível superior a essas mães. Quando surgiu o surto do zika vírus, nós percebemos que as mães eram muito jovens e o principal desafio dessas mulheres era voltar a estudar e cuidar dos seus filhos. Então, nos começamos a pensar em propostas para mudar essa realidade das mães, apresentamos o projeto ao grupo Ser Educacional e dai surgiu o programa Mães Produtivas que vem beneficiando diversas mães em todo Brasil”, destaca.  

Confira o relato, em vídeo, da estudante Valéria Santos, que está no sexto período do curso de pedagogia e é mãe de Larissa Santos, de 5 anos, diagnosticada com microcefalia e paralisia cerebral:

 

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