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Intérprete de Libras ajuda aluno na formação em Educação Física

Estudante está no 5º período do curso e sonha em ensinar futebol para surdos
Assessoria de Imprensa Por: Vanessa Braz 01/08/2017 - 11:07 - Atualizado em: 01/08/2017 - 16:50
professor e estudantes no campo
Com a ajuda do intérprete, José Alexandre já conseguiu chegar ao 5º período do curso
Em 2015, Gleysson Alexandre precisou encarar um desafio profissional: ser intérprete de Libras para um aluno do curso de Educação Física da UNINASSAU João Pessoa. Com experiência apenas com crianças, ele topou o desafio e tem ajudado o estudante José Alexandre de Miranda Feitosa a realizar o sonho de, no futuro, ensinar futebol para pessoas surdas.
 
Foi com muita força de vontade e o incentivo da família que o estudante, José Alexandre conseguiu chegar no ensino superior. Com ajuda do interprete, José Alexandre contou que durante a época de escola teve muitas dificuldades e só depois que o ensino de Libras passou a ser obrigatório como disciplina curricular, por meio de decreto em 2005 (poderia colocar o link do decreto, que ele passou a ter uma maior assistência. “Minha mãe me ajudava e me incentivava a nunca desistir e eu quero poder proporcionar isso através do esporte que eu amo, que é o futebol”, contou José Alexandre.
 
Com a ajuda do intérprete, José Alexandre já conseguiu chegar ao 5º período do curso e faltam mais três para ele concluir a formação em Educação Física. “Eu conheci o Joé Alexandre em 2015 e tenho acompanhado ele durante todo esse tempo. É incrível como ele se relaciona bem com a turma e com os professores, que acolheram ele da melhor forma possível”, destacou Gleysson Alexandre.
 
Um professor em especial é destacado pelo estudante, talvez por ministrar a disciplina de futebol, que é o professor Rogério Velinho. “Eu já tinha tido uma experiência com um goleiro surdo e a vida me colocou esse desafio novamente. O José Alexandre passou por duas disciplinas comigo, a de Metodologia do Jogo e a de Futebol e em todas elas, se mostrou um aluno dedicado”, destacou Velinho.
 
A interação do aluno é tanta que durante o período de estágio, o professor Velinho resolveu se desafiar e dispensou o interprete. “O resultado não poderia ser melhor. Temos uma ótima comunicação e tenho aprendido muito sobre Libras. Já contei até piada para ele”, brincou o professor.
 
O trabalho de inclusão social faz parte da política da UNINASSAU, que não hesitou em contratar um intérprete de Libras, assim que José Alexandre ingressou na faculdade. “Temos exemplos de pessoas que encontraram apoio na faculdade com o trabalho de inclusão social, seja pela formação acadêmica, profissional ou de responsabilidade social com as ações que realizamos. Alunos cadeirantes, com deficiência visual e José Alexandre, fazem parte da realidade”, destacou a diretora da unidade, Daniela Teixeira.
 
Sobre o Intérprete
Após dois anos do decreto que regulamenta a inclusão do ensino das Libras como disciplina curricular, foi que Gleysson Alexandre passou a ter aulas em uma igreja católica no bairro do Valentina de Figueiredo. “A irmã de uma amiga minha é surda e eu soube disso em 2003. Desde então, passei a ter interesse em aprender Libras. Entrei para esse curso da igreja que começou com 25 pessoas e só eu terminei como intérprete. Em 3 meses eu já fazia interpretações na missa e com 5 meses tinha uma boa desenvoltura”, destacou o intérprete Gleysson Alexandre. Para aprender Libras, além das aulas Gleysson estudava muito e treinava de frente para o espelho. Como muita determinação se tornou intérprete de uma das maiores instituições de ensino superior do país e tem contribuído para a inclusão de um jovem, com sonhos e desejo de ser um vencedor.

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