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A importância da doação de órgãos

Janguiê Diniz – Mestre e Doutor em Direito – Fundador e Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional – janguie@sereducacional.com
Assessoria de Comunicação Por: 30/10/2019 - 09:26 - Atualizado em: 04/11/2019 - 15:27
Imagem mostra Janguiê Diniz sentado usando terno vermelho
O número de doadores ainda é pequeno, se comparado ao de pacientes à espera de doação
Enquanto você vive sua vida normalmente, realiza suas tarefas diárias sem dificuldades, tem a liberdade de ir e vir, outras pessoas estão à espera de vida. Vida que vem na forma de algum órgão que, doado, pode dar novo destino a alguém. Segundo o Ministério da Saúde, o número de doações de órgãos no Brasil aumentou em 2018 – últimos dados disponíveis –, mas ainda pode ser muito maior. A doação é, acima de tudo, um ato de amor.
 
O número de doadores ainda é pequeno, se comparado ao de pacientes à espera de doação. Vários fatores incidem sobre esse problema. A falta de informação talvez seja o maior dele, pois gera medos e incertezas. O desconhecimento sobre os processos de doação e, por vezes, até crenças religiosas, são barreiras ao ato tão nobre. É sempre importante ressaltar, por exemplo, que o cadastro nacional de receptores segue uma ordem rígida, baseada na compatibilidade, não sofrendo influências externas – políticas ou econômicas.
 
Se você tem dúvidas se deve ou não tornar-se um doador, faça o exercício de se colocar no lugar daquele que está precisando de um órgão. O transplante é decisivo na vida daquela pessoa, não é algo opcional. Um único doador pode beneficiar até 25 pessoas com o transplante de seus órgãos e tecidos: imagine que você pode salvar 25 vidas. A doação não precisa ser feita necessariamente após a morte cerebral: alguns transplantes podem ser feitos ainda em vida, como os de rins, parte do fígado, pâncreas, pulmão ou medula óssea.
 
Com um processo regulamentado e que segue regras estritas, a doação de órgãos e tecidos é um processo simples, que começa com o cadastro do doador. A cédula de identidade, que todos possuem, é o principal meio de explicitar se você é doador. Inclua a informação na sua. Avise sua família. Não se omita. Espalhe a ideia. Quanto mais pessoas tiverem a consciência da magnitude do ato de doar, também mais pessoas terão novas chances na vida.
 
A ideia de que, após nossa morte, nossos órgãos serão “entregues” a outras pessoas pode parecer estranha, mas, mirando essa questão por outro prisma, é possível encarar essa situação como um tipo de prolongação da vida. É você que permanecerá ali, agora unido a outra vida. Afinal, dessa vida, não levamos nada – e o que vai para debaixo da terra é consumido pelo tempo. Por que não fazer-se perpetuar,  e ainda ajudar a quem precisa?
 

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