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Gentileza gera gentileza: veja histórias inspiradoras de solidariedade

Os relatos mostram que ainda há esperança e gentileza na convivência cotidiana
Por: Henrique Nascimento 10/11/2017 - 14:18
Gentileza gera gentileza: veja histórias inspiradoras de solidariedade/Freepik
Ajudar o outro é algo que traz benefícios tanto para si quanto para o próximo

Todos passamos por dias bons e dias ruins. E, quando as coisas estão difíceis, a ajuda de outras pessoas pode ser o diferencial para mudar toda a situação. Pequenos atos de gentileza, por exemplo, trazem benefícios para quem os recebe e para quem os pratica. Alguns estudos realizados na Carolina do Norte, Estados Unidos, já indicam que doses diárias de boas emoções trazem melhorias para várias partes do organismo. Para inspirar você, no Dia da Gentileza, trazemos histórias de Nathália Cruz e Vanessa Belo, duas mulheres que contaram com atos gentis de estranhos mudou uma situação bem difícil.

A gentileza mora ao lado

Para cursar o mestrado, Vanessa Belo, precisou mudar de estado. Moradora da cidade de Paulista, Pernambuco, Vanessa foi para Campina Grande na Paraíba. Lá, depois de um tempo de sua estada, ela ficou muito doente por conta de uma virose gastrointestinal. A janela de seu quarto dava para a garagem do seu vizinho de outro prédio. Ela não o conhecia, mas sabia que ele era médico, pois via ele descer do carro com a bata pendurada no braço.

“Um dia eu estava morrendo com essa virose e minha janela estava aberta e, na hora em que ele chegou, eu estava vomitando horrores, passando mal”, conta Vanessa. Seu vizinho viu o que estava acontecendo pela janela. “Ele colocou a cabeça na janela, se apresentou e perguntou o que eu estava sentindo”. Depois que ela explicou para ele que não podia ir ao hospital pois o seu plano de saúde não permitia atendimentos na Paraíba, o médico entrou no carro, disse que ela esperasse e foi embora.

Vanessa ficou questionando a atitude dele, sem entender o que ele iria fazer. Depois de um tempo, ela conta que o médico voltou com uns medicamentos e pediu para entrar em sua casa. Ela ficou com medo, pois estava sozinha, mas permitiu a entrada. Ele novamente perguntou o que ela estava sentindo e depois a medicou e a colocou no soro.

Depois de ter cuidado de Vanessa, o vizinho, que agora ela sabia que se chamava Rômulo, disse que, se ela não melhorasse, enviasse uma mensagem para ele. Ela não melhorou e fez o que ele pediu. Rômulo voltou e novamente cuidou da saúde dela. Além de ter melhorado consideravelmente da virose, Vanessa destaca que depois desse ato de gentileza “a gente ficou super amigo, ele é uma pessoa com o coração gigante.

Pequenos problemas, grandes ajudas

Nathália Cruz, 19 anos, em 2016 costumava voltar usualmente de ônibus da faculdade. O ponto de parada em que descia ficava próximo a um supermercado. “Minha mãe às vezes ia me pegar lá para eu não ter que ir andando ou pegar mais um ônibus até em casa. Nesses dias eu entrava no supermercado, ligava para ela e, se fosse o caso, eu ficava esperando ela ir me buscar”, explica.

O problema foi que em um desses dias ela entrou no supermercado, procurou o celular na bolsa e ele não estava lá. Nathália relata que ficou desesperada logo em seguida, porque todas os seus trabalhos, fotos e vídeos estavam no celular.

Nathália resolveu procurar ajuda e perguntar às pessoas se elas poderiam emprestar o celular delas para que ela avisasse a sua mãe que estava lá esperando por ela e que tinha deixado o celular no ônibus. No entanto, ninguém disponibilizou ajuda. “Teve uma hora que eu aceitei e fiquei só encostada no vidro da porta que é espelhado, mas que se você ficar perto dá para ver a rua”.

Enquanto observava os carros que passavam em frente ao supermercado uma senhora, acompanhada de uma pessoa que Nathália acredita que era seu neto, olhou para a porta espelhada e por um momento o olhar das duas se encontrou. A senhora percebendo que Nathália não estava bem foi até ela. Depois de explicar o que havia acontecido, o rapaz que acompanhava a senhora emprestou o celular para Nathália.

“Agradeci mil vezes para os dois, mas eles não foram embora depois disso. Eles ficaram lá me tranquilizando, falando coisas para me mostrar que tava tudo bem”. A senhora ainda chegou a dizer que seria um prazer ter Nathália em sua casa para tomar um chá. O contato não foi mantido, mas a atitude e ajuda recebida ficaram na memória de Nathália.

Ainda há esperança e gentileza

Em meio aos diversos problemas e crises enfrentadas em áreas da economia, saúde e segurança nacional, histórias como essas nos fazem lembrar que ainda há esperança. Pequenos atos de gentileza e de cuidado com o outro podem ser o diferencial necessário para colocar um sorriso no rosto de quem está passando por dificuldades. Por que você não coloca como meta no mínimo um ato de gentileza por dia? Não precisa salvar uma vida, mas dar um “bom dia” às pessoas já pode ser um bom começo. Gentileza gera gentileza.

E você, já recebeu uma gentileza de um estranho? Conte nos comentários.

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