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Folclore: conheça um pouco das lendas que fazem parte da cultura brasileira

Marcele Lima Por: 22/08/2019 - 15:46
Conheça um pouco das lendas que fazem parte da cultura brasileira/ Creative Commons
Conheça um pouco das lendas que fazem parte da cultura brasileira/ Creative Commons

Os costumes de um povo, que passam de geração em geração e são praticados coletivamente, ou até de maneira individual, são chamados de folclore. Estão incluídas, nestas manifestações como o "Bumba Meu Boi", narrativas, danças, linguagens e superstições e crenças.

Etimologicamente, a palavra quer dizer “conhecimento do povo”, derivada do inglês Folklore. A expressão foi criada por William John Thoms em 22 de agosto de 1846, em carta enviada à revista The Atheneum. Em alusão a esta data, em 1965 o Congresso Nacional Brasileiro oficializou este dia como sendo o Dia do Folclore Nacional, para que fossem referenciadas as histórias e tradições oriundas da cultura popular.

Desde cedo, os brasileiros convivem com essas histórias, muitas que causam medo, curiosidade e outras possuem mistérios que nunca foram solucionados. 

Relembre algumas lendas que fazem parte do imaginário dos brasileiros

Saci Pererê

Conta a lenda que o Saci é um menino negro, que pula de uma perna só, usa um cachimbo na boca e um gorro vermelho na cabeça. Ele é dito como muito travesso, responsável por coisas que dão errado por onde ele passa. Surge no meio de um redemoinho e a dica para afugentar o saci é jogar uma faca contra o redemoinho ou chamar o nome dele. A história surgiu no sul do Brasil e espalhou-se por diversas outras regiões do país. Entre as travessuras do Saci está o nó dado nas crinas dos cavalos durante a noite. 

Curupira

O curupira é o protetor das florestas. A figura mítica que tem cabelos vermelhos e pés para trás; essa particularidade confunde a cabeça de quem tenta segui-lo, porque revela a direção contrária de onde ele está indo, fazendo com que caçadores e pessoas dispostas a destruir a fauna e a flora se percam no meio da mata. No século XVI, o padre José de Anchieta já escrevia sobre o curupira, mas tratando-o como um ser demoníaco que assombrava os índios e sequestrava as crianças, devolvendo-as aos seus pais somente depois dos sete anos de idade. 

Caipora

A Caipora pode ser confundida com o Curupira porque missão deles é a mesma: proteção da biodiversidade. No entanto, ela seria uma índia de cabelos vermelhos e orelhas pontiagudas. Gosta de fumar, beber e afugentar caçadores que tentam matar os animais. Alguns, inclusive, tentando agradar a figura folclórica deixam rolos de fumo na mata para tentar uma aprovação para caçada. Um dos poderes do ser mitológico é ressuscitar os animais abatidos pelos homens. Outras lendas dizem que a caipora é um homem pequeno e peludo, que surge montado em um javali.  

Cumadre Fulozinha

A personagem Cumadre Fulozinha também tem o caráter de protetora das matas e florestas no Brasil. A particularidade desta lenda é que ela surge no Nordeste, sobretudo em Pernambuco. Usa o assobio como forma de atrair as pessoas e, quanto mais distante o som, mais perto ela está. Uma forma de pedir permissão para acessar a floresta e sair ileso é levar para a cumadre mingau, fumo e  mel. Existe uma história contada por rapazes da cidade de Gravatá, agreste pernambucano, que dizem terem sidos atacados pela mítica mulher. De acordo com eles, a Fulozinha usou os cabelos para chicotear as costas deles e dar nós nas crinas dos cavalos. 

Mula sem cabeça

Esta não é uma lenda originalmente brasileira. Foi trazida pelos portugueses e espanhóis. Foi muito difundida em comunidades rurais e tem caráter de dominação moral e religiosa dos pais sobre as filhas solteiras. O conto diz que todas as mulheres solteiras que dormissem com os namorados antes do casamento seriam transformadas em mulas sem cabeça. 

O encantamento ocorreria nas quintas-feiras quando, ao cair da noite, as mulheres se transformaria no animal que tem fogo no lugar de cabeça e  saía em disparada pelas ruas e matas, pisando pelo que via pela frente. Ao terceiro cantar do galo, a mula voltava a ser mulher, aparentando exaustão e muitas vezes machucada. Para pôr fim à maldição, alguém precisaria arrancar as ferraduras ou furar a mula até sangrar. 

Papa-Figo

Quem, quando criança nunca correu com medo do papa-figo? Diz a lenda que um velho andava pelas ruas com um saco nas costas para capturar crianças e comer seus fígados. Por isso que em alguns lugares ele também pode ser conhecido como velho do saco, homem do saco. O objetivo da caçada pelas crianças seria porque o Papa-Figo sofreria de uma doença cujo tratamento era a ingestão de fígados saudáveis, puros como o das crianças.

A lenda era contada para as crianças para que elas tivessem medo de contato com estranhos fora de casa. Os pais diziam aos filhos que o homem do saco oferecia doces e brinquedos para atraí-los e que elas não deveriam aceitar nada de quem não conhecessem.

 

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