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Fisioterapia: quando o objetivo é cuidar e reabilitar

No dia 13 de outubro é celebrado o dia do Fisioterapeuta, profissional dedicado a cuidar da funcionalidade dos movimentos das pessoas
Por: Caroline Melo 13/10/2016 - 10:11 - Atualizado em: 18/10/2016 - 10:56
Raio, serpentes e camafeu formam o símbolo oficial da Fisioterapia Fonte: Divulgação COFFITO "Gostar muito de lidar com as pessoas, ter habilidade com as mãos e saber passar o trabalho com amor" foi a resposta de Nara Porto,  coordenadora do curso de Fisioterapia da UNINASSAU, sobre como deve ser um fisioterapeuta. A professora não poderia ter sido mais direta e abrangente: o profissional da área tem como objetivo principal cuidar e preservar a funcionalidade do corpo das pessoas.
 
O fisioterapeuta é o profissional que trabalha com diagnóstico, prevenção e tratamento de dificuldades funcionais do corpo, sejam elas decorrentes de traumas e doenças adquiridas ou genéticas. A profissão já existe há muito tempo, mas foi sendo aceita aos poucos na sociedade. No Brasil, por exemplo, a regulamentação só veio através do Decreto-Lei 938, de 13 de outubro de 1969. Por sinal, essa data continua sendo relembrada no país como o Dia do Fisioterapeuta.
 
Não são poucos os setores que necessitam da ciência da fisioterapia. "De neonatos até idosos, o fisioterapeuta pode atuar em várias áreas dentro dessa mesma profissão, pois é um curso muito amplo", já avisa Nara Porto. Os estudantes passam por cinco anos de formação, ou dez períodos, e geralmente buscam uma especialização após o término. "No primeiro e no segundo anos os alunos aprendem a teoria e treinam as habilidades uns nos outros. A partir do quinto período ou terceiro ano, eles passam a atuar em atenção básica até chegar à UTI". Essa formação lhes dá conhecimento em áreas como cardiologia, neurologia, pediatria e reumatologia, entre outras.
 
Quando formado o fisioterapeuta pode atuar em clínica, saúde coletiva ou educação e o campo é incrivelmente extenso! Há espaço tanto em hospitais, clínicas e consultórios como em fisioterapia do trabalho, vigilância sanitária, pesquisas acadêmicas, indústrias e no até esporte! Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), ainda é possível buscar especialização em acupuntura, neurofuncional, onco-funcional, osteopatia, pneumofuncional, quiropraxia, saúde coletiva, traumato-ortopédica funcional, urogineco-funcional e, (ufa!) muitos outros.
 
Aline Torres, aluna do segundo período de Fisioterapia na UNINASSAU, sabe exatamente o que quer fazer. Soube de cara quando largou Administração para trocar de curso. "Quando comecei a trabalhar com minha irmã que é fisioterapeuta, a paixão despertou. A cada dia, me apaixono mais", conta. Agora, ela estuda com o objetivo de se especializar em dermatofuncional e pilates.
 
 
O profissional e as pessoas
 
Às vezes o fisioterapeuta acaba fazendo parte da vida de um paciente de forma profunda e a relação com cada pessoa que atende é importante. O contato direto que a profissão proporciona quando se trabalha com a reabilitação de movimentos e a devolução da capacidade motora de alguém pode envolver muito o emocional e o psicológico de todos os envolvidos.
 
João Gabriel Macedo, hoje no nono de período do curso na UNINASSAU, está prestes a se formar. Para o jovem, a Fisioterapia o "escolheu e acolheu". Depois de anos em contato com o curso, ele acredita que, mais que domínio da teoria e da técnica, um fisioterapeuta deve ter senso ético, conhecimento político da profissão e a capacidade de desenvolver relações com os companheiros de ofício e com os próprios pacientes.
 
Sem dúvida Aline Torres, que acabou de iniciar o curso mas já observa de perto os parceiros da futura profissão, concorda com João. Para ela, ajudar a transpor as dificuldades de cada paciente é conquistar uma vitória em time. "Em qualquer área da fisioterapia, o trabalho é fazer o cliente ou paciente acreditar que é possível mudar, e ver a esperança e a força de vontade dele", conta.
 
Mas Nara Porto, com sua experiência, também enxerga a parte mais dolorosa de lidar com o corpo das outras pessoas.  "Há aqueles que ficam bons rapidamente, outros demoram mais, outros mais ainda”. Essa situação acaba sendo frequente em casos da pediatria e no tratamento de pacientes em estado terminal, que recebem cuidados paliativos. "O fisioterapeuta precisa estar pronto para dar esperanças apenas até certo ponto", explica Nara.
 
Terapeuta Ocupacional
 
A fisioterapia e a terapia ocupacional são fundamentais na promoção de saúde e bem-estar da população e, assim como o fisioterapeuta, o terapeuta ocupacional comemora seu dia no dia 13 de outubro, quando foi reconhecida como uma atividade profissional legal no Brasil. Ambas as resoluções são frutos do mesmo Decreto-Lei e, por mais que essas profissões possam andar juntas e até ser confundidas, são bastante diferentes.
 
Para ninguém confundir novamemente, a professora Nara Porto avisa:  "O fisioterapeuta trabalha para reabilitar o paciente no trato físico, enquanto o terapeuta ocupacional trabalha adaptando o ambiente para o indivíduo"
 
A Terapia Ocupacional, enfim, é uma área do conhecimento que estuda e trata pessoas com alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, segundo o site do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Suas atividades vão de áreas de Ciências da Saúde até Ciências Sociais.
 

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