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Estudo mapeia saúde dos paraenses durante pandemia

Levantamento é feito pela faculdade UNINASSAU Belém e conta com apoio de cinco cursos ligados à saúde
Assessoria de Comunicação Por: Rayanne Bulhões 31/08/2020 - 09:43
A Faculdade UNINASSAU Belém realiza, ao longo do mês de setembro, um estudo para mapear como está a saúde da população paraense afetada pelo novo coronavírus. A iniciativa terá a duração de cinco meses e irá envolver cidades de três regiões paraenses: toda a metropolitana de Belém; Santarém, no oeste do Pará e Marabá, na região sudeste. A pesquisa será por meio virtual e pretende alcançar seis mil pessoas que responderão um questionário disponível no link https://forms.gle/JAsT35nXbuf694nW8.
 
Ao todo, cinco cursos de graduação participam do estudo quantitativo: farmácia, nutrição, fisioterapia, enfermagem e psicologia.  São 20 pessoas, entre docentes e acadêmicos, integrantes da Liga Acadêmica de Saúde Coletiva e Parasitologia (LASCP), da UNINASSAU Belém. Para a coordenadora do projeto, a professora do curso de farmácia, Luciana Nascimento, a pesquisa irá pontuar os impactos da pandemia (o que inclui as medidas para prevenção e controle) na saúde de pessoas que tiveram ou não a covid-19. 
 
"Com a pesquisa nós teremos dados concisos sobre as pessoas que tiveram covid-19, desde os sinais e sintomas da doença, se houve ou não intervenção terapêutica segura e até traçar um impacto na saúde mental e alimentar. Além disso, também será observado nas pessoas que não apresentaram a doença, as alterações osteomusculares, o acesso a profissionais de saúde para auxiliar quanto a outras doenças, as mudanças na alimentação e a saúde mental. As medidas implementadas na sociedade, como o distanciamento, ocasionaram uma mudança na rotina, associada a uma crise econômica, que pode ter alterado a parte física e mental da população. A partir dos resultados, podemos pensar em ações e projetos de extensão para minimizar ou tratar possíveis sequelas na população", disse a pesquisadora, doutora em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários.  
 
O questionário conta com 30 questões e seguirão nos seguintes eixos: Características socioeconômicas e acesso a profissionais e serviços de saúde; Sinais e sintomas da covid-19 na população paraense; Medicamentos e/ou chás utilizados para tratamento ou prevenção da covid-19; Alterações osteomusculares relacionadas ao isolamento ou distanciamento social - como lesões e dores; Impacto da pandemia a saúde mental - como fobias, ansiedade e depressão - e as modificações na alimentação - tais como compulsão alimentar, entre outros.  
 
Como critério de participação, é necessário: 
- Ler e aceitar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento (TCLE); 
- Ter manifestado ou não a covid-19;  
- Ter idade igual ou acima de 18 anos; 
- Residir nos municípios da Região Metropolitana de Belém, Santarém e Marabá. 
 
Não habilitados à pesquisa: 
- Pessoas extremamente debilitadas, internadas ou não em hospitais, no período de preenchimento do questionário; 
- Pessoas com covid-19 no período de aplicação do questionário. 
 
Essa pesquisa obedece às diretrizes e normas da Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466/2012, que trata de pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética, pela Plataforma Brasil, sendo autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Evandro Chagas, de Ananindeua. Pelo calendário, o questionário será aplicado no período de 01 a 08 de setembro de 2020, após ocorrerão dois meses de análise de dados e um mês para a formalização dos resultados. A divulgação do resultado está programada para dezembro. 
 

 

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