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Especialista alerta sobre interação de medicamentos e bebidas alcoólicas

Com a chegada das festas de final de ano, muitas pessoas que estão realizando algum tratamento devem ter cuidado com o consumo de álcool
Assessoria de Comunicação Por: 26/12/2021 - 16:39 - Atualizado em: 28/12/2021 - 14:32
por Henrique Almeida 
 
A presença de bebidas alcoólicas é praticamente certa na maioria das comemorações de réveillon. E, quanto mais se aproxima do dia, muitas pessoas que estão tomando algum tipo de medicamento começam a questionar se podem ou não beber, se o remédio perde o efeito, qual o tempo que pode consumir bebida após tomar antibiótico e outras dúvidas. 
 
De acordo com o coordenador do curso de Farmácia da Faculdade UNINASSAU Petrolina, Pedro Modesto, há várias consequências da mistura de remédios com bebidas alcoólicas. Por isso a recomendação é evitar. “Umas classes mais específicas de medicamentos têm um limitante porque podem reduzir seu efeito ou potencializar, dependendo do que estiver tomando.  Por exemplo, alguns ansiolíticos podem ter o efeito potencializado com o álcool. Então ele pode levar as pessoas a ficarem, como podemos dizer, mais entorpecidas. Já os antidepressivos podem também sofrer algum tipo de redução da atividade. Então, o ideal é fazer esquema terapêutico, fazer o tratamento direitinho, evitando a interação com bebida alcoólica”, explica Pedro.   
 
Sobre aquela tradicional frase “já deu tempo de o remédio fazer efeito”, o farmacêutico revela que em alguns casos, especialmente com antibióticos, realmente acontece. Mas alerta que é necessário que as pessoas façam o tratamento indicado pelo médico. “Se o tratamento foi receitado sete dias, a pessoa não vai chegar no réveillon, por exemplo, quando completa cinco dias, e parar de tomar. Tem que cumprir o tratamento e sempre ter o cuidado para não tomar com álcool. Caso vá consumir bebida alcoólica, tentar ajustar o horário para tomar o medicamento fora ou em um momento distante de quando a pessoa vai confraternizar. Mas esse caso só se aplica no caso dos antibióticos. Já em outros casos não deve ingerir bebida em momento nenhum”, enfatiza.   
 
O especialista destaca bem a atenção que se deve ter com antidepressivos e ansiolíticos.  “Como o álcool vai atuar no cérebro, no sistema nervoso central, e os depressivos e ansiolíticos também atuam nessa área, é importante que não tenha interação entre o álcool e os medicamentos. Obviamente que vai ser analisado cada caso, pois os remédios são diferentes, mas é importante que não haja esse consumo. Então faz o tratamento direitinho, depois que terminar o tratamento pode voltar a confraternização”, orienta 
 
Para concluir, Pedro também ressalta que medicamentos só devem ser tomados com água. “Fármacos, medicamentos de modo geral, devem ser administrados, se for por via oral, em comprimido, por exemplo, sempre tomado com água. Os testes são feitos com água, portanto o ideal é que se tome com água. Nada de leite, nada de refrigerante, muito menos bebida alcoólica”, alertou.   

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