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Esforço, superação e conquistas: dia 21 de dezembro é o dia do Atleta!

Marcele Lima Por: 19/12/2018 - 18:07 - Atualizado em: 19/12/2018 - 18:25
Esforço, superação e conquistas: dia 21 de dezembro é o dia do Atleta/Pixabay
Esforço, superação e conquistas: dia 21 de dezembro é o dia do Atleta/Pixabay

O ato de praticar esportes é muito antigo. Desde a pré-história, os homens já precisam ser ágeis na corrida, com o uso e arremesso das lanças para conseguir caçar e se alimentar. Foi na Grécia Antiga, porém, que surgiram as primeiras competições.

De acordo com os registros históricos, os primeiros Jogos Olímpicos surgiram no ano de 776 a.C. Para população grega, esses momentos tinham caráter religioso, político e esportivo. Eles seriam uma forma de homenagear os deuses, sobretudo Zeus.

Não existiam atletas do jeito que conhecemos hoje. As disputas eram realizadas pelos homens livres, que falavam grego, muitos deles soldados. Entre os esportes praticados estavam arremesso de disco, corrida, natação, luta, salto em distância, entre outros. Quem vencia era considerado herói pela população, recebia coroas de louro e ramos de palmeiras, simbolizando a honra e a glória conquistadas.

Nessa época é que surge o “começo” da palavra atleta, no termo “athletes”, que significa esforço. Fora do conceito em si, atletas são aquelas pessoas que praticam alguma modalidade esportiva, seja profissionalmente ou por hobbie.

Em 21 de dezembro celebra-se o dia do Atleta. No Brasil, muitas dessas pessoas conquistaram medalhas, superaram barreiras físicas, sociais, passaram por cima de preconceitos, tudo isso para conseguir bons resultados no esporte ao qual se dedicaram, ou dedicam, por vários anos de suas vidas

Conheça um pouco da trajetória esportiva de 5 grandes atletas brasileiros:

Daiane dos Santos

Daiane foi a primeira atleta da ginástica artística do Brasil a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial. A gaúcha conquistou as primeiras medalhas de prata e bronze em 1999, no Pan Americano de Winnipeg, nas provas de equipe. Também foi bronze no Pan de Santo Domingo.

Com a participação no Mundial em 2001, Daiane mostrava que podia chegar longe. na edição seguinte da competição, que ocorreu nos Estados Unidos, a ginasta surpreendeu com um sólo ao som de “Brasileirinho”. Ela executou pela primeira vez o duplo twist carpado, desenvolvido pelo seu técnico Oleg Ostapenko, conquistando o Ouro inédito. A Federação internacional decidiu batizar o movimento de “Dos Santos”.

Apesar de ter começado no esporte mais tarde que as outras meninas, Daiane chegou ao auge da carreira, sendo destaque nas disputas. Ela conquistou mais cinco medalhas de ouro durante edições da Copa mundial de ginástica. Durante os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, a atleta se apresentou com joelho machucado, mesmo assim conquistou a prata.

Ela anunciou aposentadoria em 2012, depois das Olimpíadas de Londres, onde não obteve resultados positivos. Daiane se manteve no ranking dos melhores durante anos.

 

Maria Lenk

A história de uma das maiores atletas do Brasil começou depois de uma pneumonia. Os pais acharam que colocar a menina para praticar o esporte, aos 10 anos de idade, faria bem a sua saúde. Um dos locais mais impensados hoje em dia para se nadar é o Rio Tietê, em São Paulo, mas em 1925 o cenário era bem diferente. Foi lá que Maria deu suas primeiras braçadas e aos 17 anos já era considerada de alto nível. Maria Lenk foi a pioneira em vários sentidos na natação. Nas Olimpíadas de 1932, foi a primeira sul-americana a competir. Já nos jogos de 1936 destacou-se entre as mulheres como precursora do nado borboleta. Além disso, foi a pioneira quando o assunto é bater recordes mundiais: bateu 200 m e 400 m no nado peito.

Era a única mulher na delegação de nadadores da América do Sul que participou de torneios pelos Estados Unidos na década de 40, quebrando mais recordes, é lá onde ela estuda Educação Física e dois anos depois abandona a carreira de nadadora para se dedicar à fundação da Escola Nacional de Educação Física, no Rio de Janeiro. Quem pensa que a história de Atleta de Maria Lenk acaba com ela atuando como professora, se engana. Depois que de se aposentar das aulas, ela volta com tudo para o mundo das competições.

Em agosto de 2000, a atleta participa do Campeonato Mundial de Natação, na Alemanha, na categoria “Atletas entre 85 e 90 anos”, trazendo na mala 5 medalhas de ouro. Foi a grande campeã dos 100 m peito, 200 m livre, 200 m costas, 200 m medley e 400 m livre. Maria Lenk faleceu aos 92 anos, em 2007 no Rio de Janeiro. Ela sofreu uma parada cardíaca depois de fazer o que mais amava: Nadar.

Marta

A única atleta a conquistar seis vezes o prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA, Marta além de superar os problemas sociais, teve que correr muito para ser reconhecida como jogadora de futebol, no país onde o esporte é praticado quase que exclusivamente por homens.

Vestiu pela primeira vez a camisa da seleção brasileira em 2003, no Pan-americano de Santo Domingo, conquistando a medalha de ouro. No ano seguinte conquistou a prata nas Olimpíadas de Atenas. Mas foi no Pan de 2007, realizado no Rio de Janeiro, que Marta se destaca. Foi eleita a artilheira da competição, com 12 gols. Além disso, foi eleita a melhor jogadora da competição levando a Bola de Ouro.

Daí por diante a carreira de Marta decolou. Ela foi jogar fora do Brasil. Atuou em times dos Estados Unidos, onde foi uma das principais personagens da conquista do vice campeonato do Los Angeles Sol. Voltou para o país para jogar no Santos e foi campeã da Copa do Brasil e Libertadores da América, em 2009.

Posteriormente voltou para os Estados Unidos, onde foi campeã da Liga de Futebol Feminino, por duas vezes, jogando no FC Gold Pride e no Western New York Flash, em 2010 e 2011, respectivamente. Marta também botou seus pés em gramados da Suécia, onde fez história.

Em 2015, Marta se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de futebol feminino, com 15 gols. Neste ano ela também se tornou a maior artilheira da seleção brasileira com 117, que inclui também os homens, superando atletas como Pelé, que tem 95 gols com a camisa verde e amarela.

Marta é até hoje a única mulher jogadora de futebol a ter os pés marcados na calçada da fama do Maracanã. Uma inspiração para muitas garotas que sonham com uma carreira no futebol tão promissora quanto a dela.

Vanderlei Cordeiro de Lima

Quem não lembra da cena dramática de Vanderlei sendo agarrado por um ex-padre irlandês impedindo sua vitória na Maratona das Olimpíadas de Atenas, em 2004?

Ele liderava a prova com uma diferença de 150 metros e perdeu metade do  tempo de vantagem por conta do agressor. O atleta acabou ultrapassado por um maratonista Italiano e pelo americano Mebrahtom Keflezighi, terminando a prova em terceiro lugar. Apesar de toda tristeza e decepção do momento, Vandelei subiu o pódio para receber a medalha de bronze.

Depois do episódio, o Comitê Olímpico Internacional premiou o ex-maratonista com a Medalha Pierre de Coubertin, uma premiação além das competições, que valoriza o espírito olímpico dos atletas, o jogo bonito, a humildade e a humanidade dos competidores, além de servir para corrigir injustiças como a que ocorreu em Atenas. O menino humilde  que começou a correr nas ruas de Tapira, no Paraná, tinha o sonho de disputar uma Olimpíada e realizou. Vanderlei conseguiu superar a derrota e foi abraçado pelo mundo inteiro.

Em 2008 criou um Instituto que leva seu nome, em Campinas, interior de São Paulo. A entidade sem fins lucrativos utiliza o esporte como uma forma de ajudar as crianças e adolescente a sonhar com futuro melhor, aliando atletismo às atividades culturais e educativas.

Rafaela Silva

Não lembra quem ganhou a primeira medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas de 2016? Foi a Judoca Rafaela Silva! Uma verdadeira guerreira, mas que nem sempre foi vencedora de suas batalhas. Mulher, negra e moradora da comunidade Cidade de Deus, Rafaela começou sua trajetória no judô aos 8 anos, em um projeto social. O esporte era o que a menina precisava para descarregar as energias e ficar mais calma, já que tinha fama de ser muito brigona. Depois do projeto, Rafaela foi treinar no Instituto Reação, um local criado pelo judoca Flávio Canto e seu técnico, Geraldo Bernardes, para atender crianças e jovens carentes. Em 2008, se tornava campeã mundial sub-20.

A carreira da jovem judoca teve um episódio traumático, que quase a fez abandonar o esporte. Durante as os jogos Olímpicos de Londres, Rafaela aplicou um golpe proibido nas competições e acabou sendo eliminada. Ela passou a receber mensagens racistas, homofóbicas e sofrendo todo tipo de preconceito na internet.

Após tratamento psicológico e o apoio de familiares, de Flávio Canto e Bernardes, Rafaela venceu a depressão, conseguiu se reerguer e voltar aos treinos. Conquistou o mundial de 2013 e tornou-se a primeira colocada do ranking internacional de judô um ano após a derrota em Londres.

A Uninassau sente-se orgulhosa pelas conquistas desses e de todos os atletas do Brasil! Venha fazer parte da nossa equipe!

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