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Equilíbrio é a chave para evitar vícios

Psicólogos recomendam a diversificação de atividades durante a quarentena
Assessoria de Comunicação Por: Alessandra Fonseca 24/04/2020 - 08:23 - Atualizado em: 29/04/2020 - 08:24
Ficar em casa por conta da pandemia é uma necessidade no combate ao COVID-19. Nesse contexto domiciliar, a acesso fácil à internet, plataformas de streaming e jogos podem se tornar um vício durante o isolamento. Psicólogos afirmam que o ideal é diversificar ao máximo as atividades possíveis de se fazer em casa.
 
O professor do curso de Psicologia da Faculdade UNINASSAU Belém, Yan Valderlon, explica que o vício pode estar relacionado ao consumo de alimentos e a práticas específicas, além da dependência física e/ou emocional. “Para a psicologia, o quesito mais relevante é saber até que ponto determinado hábito se torna problemático para uma pessoa. Por exemplo, há pessoas que passam várias horas do dia jogando videogame. Contudo, na prática, é uma pessoa extremamente produtiva, se relaciona bem com outras pessoas e, em curto prazo, não tem tantas perdas. Por outro lado, se essa pessoa diminui sua produtividade, passa a se relacionar mal com as pessoas ou mesmo deixa de se relacionar, deixa de cuidar da saúde etc., nesse caso, podemos classificar como vício”, afirmou.
 
O professor diz que o ideal é diversificar o máximo possível as atividades e tentar manter uma rotina de trabalho, lazer, descanso e cuidados com a saúde. “Nesse sentido, é bom tentar calcular o tempo e o tipo de atividade que se está fazendo todo dia. Por exemplo, limitar o tempo de consumo de internet e jogo, implementar atividades de leitura, escrita, tentar fazer atividades que não seriam possíveis fora da quarentena”, recomendou.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vício é caracterizado como uma ação ou conjunto de ações repetitivas, duradouras e sistemáticas, que ocasiona algum tipo de prejuízo à pessoa que a executa ou a pessoas próximas. “O vício pode se estabelecer por vários fatores, mas devemos considerar principalmente a base biológica do sujeito e sua história de vida, pois suas experiências, as aprendizagens, os repertórios desenvolvidos ou mesmo falta de repertórios estão relacionados aos vícios e o contexto social do sujeito. Considerando essas dimensões, conseguimos entender o motivo pelo qual um vício se inicia e se mantém e, a partir disso, propor estratégias de enfreamento para cada caso”, concluiu Yan.

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