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É uma cilada, amigo!

Especialista dá dicas para se proteger contra golpes na internet
Por: Katarina Bandeira 04/09/2018 - 10:56
Engenheiro da computação e pesquisador Marco Cabral explica o que fazer para evitar os golpes mais comuns. Foto: Freepik
Engenheiro da computação e pesquisador Marco Cabral explica o que fazer para evitar os golpes mais comuns. Foto: Freepik

Desde que a internet passou a fazer parte da rotina dos brasileiros, atividades que antes exigiam horas em longas filas, como pagar contas e até mesmo ir ao supermercado, passaram a serem realizados em ambiente virtual. Atualmente, quase tudo se resolve sem precisar sair de casa, seja via computador remoto ou aplicativos instalados no aparelho celular. Porém, apesar da rede mundial de computadores ter trazido melhorias para o dia-a-dia, ela também trouxe uma gama de golpes incontáveis, envolvendo roubo de dados pessoais ou bancários.

O engenheiro da computação e pesquisador Marco Cabral explica que para evitar os golpes mais comuns é preciso ficar atento e tomar medidas simples. Confira as dicas que ele separou para você se prevenir de possíveis ardis feitos online:

1. Evite acessar contas pessoais de máquinas públicas

A primeira dica vem desde os tempos em que as lan houses começaram a se popularizar, nos anos 2000 e alerta para a utilização de dados pessoais em computadores compartilhados. “É aconselhável que a pessoa evite acessar contas pessoais em máquinas públicas, como e-mail, redes sociais, internet banking. Pode haver keyloggers, que é um software que copia tudo o que foi digitado no computador, fazendo com que quem instalou o software tenha acesso aos seus dados”, alerta, Marco Cabral. Porém, se for inevitável ele aconselha lembrar de desconectar todas as contas ao término da utilização do computador.

2. Desista de colocar aniversário como senha

A tentação é grande. Sempre que uma conta nova pede a criação de uma senha a primeira coisa que pensamos é no nosso aniversário ou de parentes próximos. Outra que geralmente é usada é a sequência de números “123”. Em 2016 a Keeper Security, uma empresa de segurança digital, analisou cerca de 10 milhões de senhas que vieram à tona por conta de violações de dados e observou que uma das 25 mais utilizadas era "123456".

“Para dificultar a ação de criminosos a pessoa deve criar senhas longas, com pelo menos 15 caracteres, misturando letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais como !@#$%. Dar preferência por frases também torna mais fácil decorar a senha e mais difícil a quebra da palavra-chave por força bruta”, aconselha Marco.

3. Tenha um sistema de verificação em duas etapas

Para evitar o roubo de informações pessoais em e-mails, alguns provedores oferecem uma verificação em duas etapas. “Há empresas que fornecem aplicativos geradores de código para serem utilizados no acesso às contas do usuário. Após colocar uma senha de acesso, numa segunda confirmação, ele fornece o código gerado pelo aplicativo, no caso o authenticator (como é chamado o software de token)”, explica o engenheiro.

4. Utilize um cartão virtual

O mercado virtual é um dos que mais tem crescido nos últimos anos. Infelizmente, a necessidade de digitar dados como número do cartão e códigos de segurança faz com que muitos usuários acabem inserindo-os em páginas falsas e, assim, tenham seus cartões clonados. “Sempre que fizer compras online, dê preferência ao cartão virtual. Ele permite cancelar ou bloquear o cartão caso seja clonado e a gera um novo sem a necessidade de se esperar o recebimento de um cartão físico”, conta Marco.

5. Coloque senhas diferentes nos seus aplicativos

Repetir a senha em diferentes plataformas é um hábito de muitas pessoas, principalmente pela facilidade em lembrar delas quando necessário. Porém, o especialista não aconselha a prática. “O ideal é ter uma senha para cada serviço, de forma que, caso haja algum incidente de vazamento de credenciais, a pessoa não precise alterar a senha de todas as contas pessoais. Pode-se usar um programa para gerenciá-las e só será necessário decorar uma palavra-chave”, conta.

Ele também reforça que, no caso dos aparelhos celulares, o cuidado pode ser redobrado. “Em relação aos smartphones é interessante utilizar senha para acessar os aplicativos, ao menos os mensageiros instantâneos como o Whatsapp e Telegram, e os gerenciadores de e-mail”, finaliza.


 

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