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Dia da Europa: veja dicas para planejar seu ‘mochilão dos sonhos’

Marcele Lima Por: 09/05/2019 - 09:31
Pixabay

Comemorado nesta quinta, o Dia da Europa é uma lembrança à apresentação da Declaração de Schuman, em 1950, propondo a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Européia, precursora da atual União Europeia. Muita gente sonha em conhecer o continente, mas nem todo mundo tem dinheiro sobrando para gastar com uma viagem, mesmo que seja a viagem dos sonhos. No entanto, com planejamento e algumas dicas é possível explorar o velho mundo, com mochila nas costas e sem passar o resto do ano no vermelho. Veja dicas!

Antecipação

Não deixe para planejar as coisas em cima da hora. Para conseguir passagens aéreas com bons preços é preciso ter uma certa antecedência na compra. Começar a procurar no mínimo três meses antes ajuda a garantir uma boa compra. Comprar os tickets com ainda mais antecedência permite que parte ou toda passagem esteja paga antes mesmo do embarque. Cadastre-se em sites como o Google Flights, que enviam com certa frequência preços e promoções de vôos de acordo com seu desejo.

Escolha os meses de baixa estação

De acordo com a publicitária Marília Gouveia, que tem costume em planejar viagens para ela e para os amigos, os melhores meses do ano para ir à Europa são: abril, maio, setembro e outubro. Dois motivos estariam envolvidos: o clima ameno e a quantidade de pessoas nos pontos turísticos ser menor do que em outras épocas do ano. “São os melhores preços e dá para aproveitar mais os espaços”, diz.

Viagem programada, passagem comprada. É hora de preocupar-se com as burocracias. Se você vai como turista, é necessário somente o passaporte, sobretudo para os países que fazem parte do Tratado de Schengen, que dispensa o visto para brasileiros. Preocupe-se em verificar a validade do documento para evitar dor de cabeça em um momento de curtição. Existem regras específicas para cada país europeu. Busque informações sobre para onde está indo e não ser pego de surpresa. É melhor pecar pelo excesso.

Cuide do seu dinheiro

Para entrar em determinados países é preciso comprovar a passagem de volta para o Brasil, comprovante de estadia e seguro viagens. Além do mais, é exigido que se tenha uma quantia mínima em dinheiro que comprove seu ‘sustento’ durante a visita. Varia de acordo com cada localidade, mas geralmente o valor fica por volta de 70 euros diários por pessoa. Uma sugestão de Marília Gouveia é trocar toda moeda de uma vez para conseguir um desconto legal e ainda utilizar, o máximo que puder, apenas o dinheiro em espécie. “Ideal é levar pouco a mais que o mínimo por dia e ir gastando em dinheiro. Usar no cartão em algo muito necessário e que não se quer gastar do dinheiro”, orienta.

Seja minimalista

A ideia é não gastar demais, então para um mochilão na Europa, economize nas malas para não gastar com excesso de bagagem. Leve o estritamente útil para sua vida fora do Brasil, que dê para inclusive circular dentro do continente. Por lá existem as companhias aéreas low cost, que diminuem preços para quem viaja apenas com a bagagem de mão.

E a hospedagem? 

“Quando você vai para Europa você vai realmente para bater pernas para conhecer o lugar. Eu costumo olhar muito hostel, porque quando eu vou em grupo dá para dividir. E ainda têm quartos individuais e para casal. O ideal é procurar um lugar barato se você quer ir economizando”, orienta a publicitária.

De fato, os hostels são boas opções. Eles fornecem, ainda, a possibilidade de conhecer pessoas de nacionalidades diferentes e transformar o passeio no exterior em um intercâmbio cultural.

Outra dica em relação a onde se hospedar é procurar por leitos próximos aos grandes centros, porque em grande parte dos países existe uma oferta boa de transporte público, como metrôs, trens e ônibus, que ligam o aeroporto às cidades. Estar no centro também é benéfico ao bolso por conta da proximidade dos principais pontos turísticos, que podem ser visitados a pé.

A hora chegou. E agora? 

Depois de desembarcar, pegar sua bagagem e seguir para hospedagem, é hora de explorar! Na Europa não faltam opções para conhecer. Paris, na França, Lisboa, em Portugal, Barcelona, na Espanha, Amsterdã, na Holanda, Dublin, na Irlanda, Veneza, na Itália. São Muitas opções, entre elas diversos museus, parques, monumentos, que são paradas -quase- obrigatórias para todos os turistas. A dica anterior de antecipação também vale aqui. Muitos lugares dispõem da venda de ingressos online, otimizando o tempo e evitando ficar em filas quilométricas.

Alimentação 

Em relação à alimentação, é bom comprar pequenos lanches que caibam na bolsa para fazer seu dinheiro render. Os mercados locais têm opções de sanduíches e comidinhas rápidas e mesmo para os hotéis que não fornecem café da manhã, há a possibilidade de fazer um estoque no quarto para fazer sua primeira refeição e gastar um pouco mais para pagar por uma refeição mais completa, pelo menos uma vez no dia. “Eu levo um lanche para comer no almoço e quando é no jantar eu vou no restaurante e como uma refeição, que lá eles tem um menu do dia por um preço fechado e que costumam variar entre 10 e 20 euros, a depender do local”, sugere a viajante experiente Marília Gouveia, que ainda dá como dica procurar restaurantes e lanchonetes mais distantes dos pontos turísticos, porque quanto mais perto deles, mais caro sai a comida.

Cuidado e atenção

Grande parte dos países europeus são seguros, no entanto não dá para confiar na sorte e dar bobeira com os pertences. Existem um tipo de meliante que fica apenas esperando os turistas se distraírem para colocar a mão nos bolsos das pessoas e levar o que tem por ali, principalmente em transportes públicos e pontos turísticos.

Agências de viagem

Para quem não tem tempo e nem gosta de fazer todo o planejamento sozinho, as agências de viagens costumam ter pacotes prontos com mais comodidade. Gasta-se um pouco mais, de certo, mas há vantagens para quem busca pelo serviço. “Numa agência de viagem você vai encontrar um consultor que lhe dará todas as orientações para sua viagem sair organizada e econômica, com roteiros personalizados. A gente precisa saber o perfil do viajante para montar um roteiro com destinos e passeios que sejam interessante pra ele. Sem falar que o mesmo não se preocupa em nada, desde as emissões até o suporte durante a viagem, para se caso aconteça algum imprevisto”, explica o consultor de viagens Thomaz Dias.

Conforme o consultor explica, nas agências há pacotes para Europa que variam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil, por pessoa, com passagens, hospedagens e passeios inclusos.

No final das contas, ter coragem para enfrentar o novo é o principal item da sua mala. Programe-se e aproveite!

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