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Comunicação Social e ética profissional: o trabalho de transmitir ideias e informações

Comunicar eticamente é um ato de responsabilidade social, por esta razão aqueles que desejem fazer o curso de Comunicação Social, devem estar sempre atentos aos desafios do exercício de cidadania que esta profissão exige.
Por: Caroline Melo 23/11/2016 - 12:20 - Atualizado em: 23/11/2016 - 15:06
Comunicação e Ética
O profissional de Comunicação Social deve estar atento aos desafios
Youtubers, artistas cênicos, da música e da dança, políticos, webcelebridades. Em um mundo cheio de "formadores de opinião", onde todos nós - todos mesmo! - podemos contribuir para influenciar ideias e pensamentos, é fácil atestar que poucas pessoas têm uma responsabilidade ao nível dos comunicólogos. Esses profissionais, formados em jornalismo, fotografia e publicidade e propaganda, têm como trabalho um processo delicado que envolve a troca de informações e ajudar a criar, na mente das pessoas, uma ideia. 
 
 
"Mais do que nunca vivemos um momento onde as pessoas estão atentando para necessidade da separação entre quais são os interesses coletivos mais amplos e quais são os interesses corporativos que se revestem com ar de interesse público, mas que na verdade trabalham com recortes específicos de determinadas pautas, fatos, notícias apenas para gerar repercussão" analisa Francis Oliveira, comunicólogo, mestre em Ciências Sociais e professor da Faculdade Maurício de Nassau na Paraíba. Para ele, o grande diferencial de quem é formado nessa área é o desenvolvimento da responsabilidade profissional, social, política e ética que vêm ao assumir esse papel na sociedade. 
 
Não é que só quem tem um diploma seja capaz de produzir ou compartilhar informações de qualidade. A diferença entre os comunicadores por formação é a leitura que fazem da sociedade, que são baseadas em conceitos e estudos bem mais amplos. A graduação de um comunicólogo inclui, sem falta, sociologia, filosofia, psicologia, história, ética e estudos de legislação, o que torna claro para cada um deles, desde estudante, qual é o real papel de um jornalista, publicitário ou fotógrafo. Para o professor, em qualquer meio profissional é necessário estar a par do que já foi produzido naquela área, como é a produção atual e qual será o reflexo de toda essa bagagem em gerações futuras.  "A informação é uma construção de sentidos que não se faz sozinha", salienta.
 
Formadores de opinião
Dividir seus pensamentos é algo que deve ser (e é!) livre. Com o alcance dos novos meios de comunicação, isso se tornou ainda mais democrático. O problema é que tudo tem potencial para viralizar, mas nem tudo é muito conveniente e, por isso, o que é compartilhado, enfatizado e replicado deve ter uma base o mais sólida possível. "A compreensão [do que é divulgado] tem que ser feita a partir de uma rede de fatos que sustentem uma ideia ou notícia, não apenas um viés dela", avisa Francis Oliveira. Emitir uma opinião particular na internet, por exemplo, atinge uma gama incrivelmente variada de pessoas, o que pode prejudicá-las. Por se tratar de uma ideia compartilhada muitas vezes sem pesquisa e baseadas em fontes bem limitadas ou pouco seguras, a propagação pode ter resultados desastrosos, enganando (mesmo sem querer) grandes grupos de pessoas. 
 
Para os novos profissionais que se preparam academicamente, as mudanças na forma de lidar com a comunicação e driblar todas as informações imprecisas - os famosos boatos de internet - que abundam por aí, acabaram por amplificar e ao mesmo tempo tornar mais complexos o papel do comunicólogo. Com tantas novas responsabilidades surgiram também oportunidades únicas. "As possibilidades de produzir notícias e informação hoje são diversas, você pode fazer isso desde um jornal comunitário até mesmo produzir vídeos interessantes com seu próprio celular smartphone e se fazer ser visto na internet", aponta o professor. Isso quer dizer que antes mesmo de se lançar em busca de um lugar ao sol, os estudantes ou recém-formados já podem começar a produzir desde a sala de aula até em sua própria casa. Os limites foram ampliados quanto a isso. "A faculdade é um ótimo lugar para você criar sua rede de relacionamentos, conhecer pessoas, se envolver com trabalhos", comenta Francis e acrescenta a infinidades de atividades enriquecedoras, que vão de grupos de pesquisa e participação de congressos até os estágios e intercâmbios que podem surgir no caminho.
 
A única coisa que não vai mudar é a ideia repetida e internalizada por todo estudante de comunicação de que o seu texto, vídeo, foto ou áudio causará um grande impacto. "Você estará falando de pessoas e o que você vier a fazer no seu material de trabalho pode ter consequências - tanto positivas como negativas - na vida delas. Para mim este é o maior desafio da profissão", conclui o professor. 
 
E você, o que acha do trabalho dos comunicadores? Deixe aqui o seu comentário!
 

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