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A ansiedade e o encerramento do semestre

É necessário pensar uma forma de contribuir no equilíbrio físico e emocional dos estudantes
Assessoria de Comunicação Por: 26/06/2019 - 16:11
Estudante ansiosa
Ferramentas necessárias para o combate à ansiedade precisam estar sempre em vigília

Por Helison Ferreira - Assistente Social e professor do curso de Serviço Social da Faculdade UNINASSAU Caruaru

Comumente, ouvimos falar de estudantes que o semestre “foi puxado”, ou que o semestre “foi cansativo”. Essa narrativa epistêmica por parte dos estudantes, principalmente dos que trabalham durante o dia e seguem para o segundo turno, quando se deslocam até a faculdade para estudar, torna ainda mais desafiador todo o processo de aprendizagem. É compreensível quando relatam do cansaço físico e de como essa batalha tem sua situação dilatada ao ter que viajar para estudar, muitas vezes, chegando a 80km de distância entre a residência e a faculdade.
 
A sociedade em que nos encontramos, bastante competitiva, não dá folga para aqueles que almejam um futuro com possibilidades e deem conta das necessidades de cada sujeito. Entretanto, os desafios cotidianos que devem ser superados, conseguem incluir no dia a dia estudantil uma sensação de vitória quando, ao finalizar o semestre, recebem a resposta de toda a luta e implicação durante noites de muitos estudos, pesquisas e encorajamento, através das notas.
 
O mais importante nesse processo é a identificação daquilo que faz, confirmado nos procedimentos e atividades concernentes ao que é solicitado pelo professor. A interação entre discente e docente é um dos bons motivos em haver o encorajamento dos estudantes em estar, todos os dias, assistindo aula, participando e contribuindo em atividades em que haja a necessidade. A identificação é um dispositivo que, durante todo o estudo, o estudante percebe que todo o conteúdo mediado em sala, de fato, irá providenciar uma atuação prática no futuro com toda qualidade do ensino que a UNINASSAU oferece.
 
Toda discussão até o momento nos leva a pensar uma questão na qual será abarcada nesse texto, que é sobre a ansiedade surgida, meio que silenciosa, mas deixando várias pessoas com esse problema de saúde e, assim, permitindo o cuidado atento para com esta realidade. A situação acerca da ansiedade é algo que não se pode procrastinar, já que sentir ansiedade é idiossincrático. Mas as ferramentas necessárias precisam estar sempre em vigília para que as pessoas próximas a nós não se sintam sozinhas.
 
Certo dia, um aluno fez uma reflexão sobre a ansiedade e de como isso tem afetado a vida de muitos estudantes. Ele trouxe que, “muitas vezes, os momentos de início ou término de algo que consideramos importante, nesse caso, o semestre e suas atividades, se tornam epicentros de manifestação da ansiedade. Tomados pela incerteza diante do novo, somos levados à pré-ocupação com algo que foge ao nosso controle. O medo de errar, as expectativas que nos são colocadas e a insegurança quanto aos possíveis resultados das cadeiras estudadas - nas áreas macro e micro – acabam gerando um complexo de cobranças, as quais desencadeiam a crise de ansiedade. Essa, por sua vez, afeta nossa saúde, os relacionamentos afetivos e limitam nossa compreensão e usufruto do presente”, afirmou.
 
Essa experiência em diálogo é comum nos corredores, na cantina e nos demais espaços da academia. Entretanto, de fato, é necessário pensar uma forma de contribuir no desenvolvimento dessas pessoas e impulsionar o equilíbrio necessário para que qualquer estudante consiga estudar, realizar as avaliações e demais atividades solicitadas sem ser pego com o descontrole corporal que a ansiedade causa.
 
Não existe uma fórmula correta a ser exposta para que o nível da doença seja controlado em momentos de tensão como, por exemplo, em épocas de avaliações. A preparação antecipada, uma boa alimentação, ou qualquer outra forma de manejo pode fornecer mecanismos de cuidado que qualquer um consegue evidenciar o que causa em si e pôr em prática o próprio equilíbrio, físico e emocional.
 

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