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Ano novo, emprego novo: saiba como driblar o desemprego em 2020

A coordenadora de Recursos Humanos Amanda Buarque e o economista e professor Daniel Campelo dão dicas para garantir um emprego já no começo do ano
Thayná Aguiar Por: 19/12/2019 - 18:43

“Ano novo, vida nova!” Este é o lema de alguns com a proximidade do fim do ano. Muitas pessoas enxergam no novo período uma oportunidade de recomeçar ou começar algo em sua vida. Para quem está desempregado, buscar um trabalho pode ser a primeira prioridade do ano. De acordo com resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em novembro deste ano, a taxa de desocupação caiu de 12,0% para 11,8%. Contudo, cerca de 12,5 milhões de pessoas ainda estão na busca por um emprego. Pensando nisso, conversamos com a coordenadora de Recursos Humanos Amanda Buarque Monteiro e com o economista e professor da UNINASSAU Daniel Campelo para reunir algumas dicas para quem quer começar 2020 saindo do desemprego.

De acordo com Amanda, o primeiro passo a ser tomado é se organizar e criar estratégias de busca para poder alcançar seu objetivo com sucesso. “Precisa definir o que quer (área de atuação), atualizar currículo, mapear as empresas na região (que são interessantes para a sua área, para não sair ‘panfletando "currículo’, além de fazer cursos de capacitação”, disse.

Amanda também alertou sobre os riscos de distribuir currículos sem algum tipo de filtro. “Neste caso podem acontecer duas situações: quando o recrutador ligar para a pessoa, ela não vai querer. Então já vai soar negativamente, pois como é que a pessoa deixou o currículo e não quer a vaga?. Ou se a pessoa estiver desesperada por emprego, vai aceitar, mas vai ser infeliz naquele local, não vai estar motivado e, certamente, estará ainda procurando outra colocação no mercado”.

“Ainda corre o risco de não desempenhar bem a atividade por falta de identificação ou começar a se atrasar, porque a casa é muito longe do trabalho, por exemplo, e sair no período de experiência. Isso pesa negativamente no currículo. Na verdade, às vezes vale mais a pena a pessoa se planejar melhor, tentar ver empresas ou atividades mais aderentes ao seu perfil”, continuou.

“Ficar ‘pulando de galho em galho’ é um sinal ruim, e nós, de RH, observamos isso no currículo. É sinal de instabilidade, falta de foco. Também pode ser sinal que a pessoa tem dificuldade para se relacionar com pares ou figuras de autoridade. Quando estamos buscando um candidato, queremos alguém que possa fazer parte do time, e não alguém que venha ‘passar uma chuva’. Existe todo um investimento na realização do processo seletivo, de tempo e recursos. Além disso, uma contratação errada gera custos de rescisão. Então tentamos ser o mais assertivos que podemos”, completou Amanda.

Já para Daniel Campelo, a aposta é não esperar o novo ano para ir em busca de um emprego. “Para conseguir um emprego em 2020, uma boa alternativa para quem está desempregado é começar já, a partir de agora. Normalmente, no mês de dezembro é um mês que se apresenta com boas oportunidades de trabalho temporário e isso independe da qualificação profissional”, garante.

Para a Amanda, outro passo importante na procura por um emprego é buscar uma qualificação. Desta forma, o currículo do candidato passa a ser mais atrativo para a empresa. “Existem qualificações específicas para cada área, mas também existem coisas básicas como pacote Office. Hoje em dia em praticamente todas as profissões, o uso de planilhas é habitual, logo se eu for direcionar uma qualificação coringa seria o curso de Excel”.

Para Amanda, não ter algum tipo de graduação não é motivo de desespero para o candidato. “Se a pessoa não tiver nenhuma graduação, sugiro pensar em fazer algum curso profissionalizante. Existem muitos cursos gratuitos na internet”, destaca.

“Hoje em dia, somente a graduação não é suficiente para garantir a empregabilidade na sua área de formação. É importante que a pessoa faça cursos de qualificação, atualize suas redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo, mantenha seus conhecimentos atualizados e  também frequente eventos de sua área, afinal um bom networking faz toda a diferença”, explica Amanda.

Se o caso for contrário, o desempregado possua uma graduação, para o economista Daniel, a opção é a persistência. “Naturalmente, no momento de desemprego, onde a pessoa está sem dinheiro, a pessoa acaba topando qualquer coisa. Mas essa medida deve ser tomada quando não há mais nenhuma alternativa”.

“Uma pessoa que possui uma graduação ou especialização, ela tem que entender que ela está fora do mercado como tantas outras, ela não pode se abater por isso, ela não pode depreciar sua qualificação profissional. Então deve-se tentar insistir e esperar um pouco mais, até o limite, para que não acabe indo em busca por um emprego de menor qualificação. A dica que eu dou é: continue buscando empregos dentro da qualificação profissional que possui e, paralelo a isso, se for possível, tentar agregar com cursos e outros conhecimentos”, destaca.

A coordenadora de Recursos Humanos Amanda Buarque ainda enfatiza mais um passo importante durante essa etapa de busca por uma ocupação. “É válido rever o currículo, pois têm muitos currículos com informações totalmente desnecessárias, desatualizadas ou com erros ortográficos”.

Além das correções textuais, o economista Daniel Campelo também destaca algumas melhorias que podem elevar o nível do seu currículo e vão além de uma qualificação propriamente dita. “Hoje em dia, o mercado tem algumas exigências como facilidade de falar em público, conhecimento de outro idioma, conhecimento de tecnologia então, sem dúvida, você preencher seu currículo com esse conhecimento é muito importante para quem está buscando um emprego. Às vezes, o não conseguir um emprego esbarra justamente aí. A pessoa até tem a qualificação, é graduado, ou especialista, mas não tem esses conhecimentos transversais que as empresas valorizam bastante”, explica.

 

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