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Abril azul: mês dedicado à conscientização do autismo

A sociedade deve buscar informações sobre o assunto e acolher as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista
Assessoria de Comunicação Por: 04/04/2022 - 16:46 - Atualizado em: 07/04/2022 - 09:03
Por Luiza Fruet
 
Abril é conhecido como o mês no qual ações de conscientização sobre o autismo são realizadas, sendo comum ver monumentos iluminados de azul, cor símbolo do Transtorno do Espectro Autista. Outra referência durante os eventos é a imagem de uma fitinha de quebra-cabeça, que representa o mistério e a complexidade do autismo. 
 
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Geralmente, elas têm limitações, dificuldades na comunicação, na interação social e realizam atitudes repetitivas ou restritas. Esse distúrbio neurológico não possui cura, mas terapias comportamentais, familiares e educacionais podem ajudar. Ao realizá-las com psiquiatras, psicólogos ou fonoaudiólogos, é possível estimular o desenvolvimento social e o aprendizado, assim como ajudar famílias e amigos a lidarem com o autismo.
 
Mesmo com as ações de conscientização no mês de abril e a criação e aprimoração de políticas públicas em prol dos autistas, ainda há uma parcela considerável da sociedade que é preconceituosa. A falta de conhecimento faz com que rotulem as pessoas com TEA e subestimem suas capacidades. De acordo com Ana Cláudia Alexandre, doutoranda em psicologia clínica e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Olinda, uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista pode estudar, arrumar um emprego e se relacionar com um parceiro. O grande obstáculo são os prejulgamentos e a escassez de profissionais que buscam aprender maneiras de lidar com pessoas autistas.
 
“As crianças com TEA podem e devem frequentar a escola, esse é um direito garantido por lei. Elas são capazes de estudar e compreender os assuntos apresentados, mas precisam de professores especializados em Educação Especial e Inclusiva para ajudá-las no ensino-aprendizagem. Os autistas também foram beneficiados com uma lei que assegura sua inclusão no mercado de trabalho, pois eles conseguem realizar as atividades demandadas. Porém, devido a prejulgamentos e à falta de vontade em adaptar o espaço, muitos não são contratados e ficam fora do mercado de trabalho”, afirma.
 
Sobre os relacionamentos amorosos, a psicóloga conta que podem ser um pouco desafiadores. Porém, são possíveis. Ela indica a terapia cognitiva comportamental para que a pessoa encontre formas de melhorar a interação, proximidade e intimidade com o seu parceiro, que deve respeitar e aceitar suas limitações. Ana Cláudia explica que o grau do transtorno pode dificultar a realização de algumas atividades e relações.  
 
“Há o autismo leve, moderado e severo, cada um com comportamentos mais marcantes e diferentes tipos de limitações. Para isso, é importante saber como lidar com essas pessoas. É preciso ter cuidado com toques, usar as palavras adequadas, ser delicado e paciente. Estimular a interação com outras pessoas e animais e procurar novas formas de se comunicar são algumas dicas para quem precisa conviver com autistas”, complementa a professora.
 
A sociedade deve se informar e ajudar essas pessoas no processo de inclusão, ao invés de criarem uma barreira com diversas dificuldades. “Palestras, panfletos, vídeos de divulgação e posts de pais compartilhando seu cotidiano com filhos autistas trazem uma maior visibilidade para o tema. Mas a população também precisa ir em busca de conhecimento para se livrar dos preconceitos e aprender a respeitar esse grupo, assim como conhecer os direitos dele”, conclui Ana Cláudia Alexandre.
 
 

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