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5 fatos sobre Hemoterapia

Tratamento não é novidade no país, no entanto ainda levanta dúvidas com relação aos benefícios e riscos
Por: Taísa Silveira 22/11/2017 - 11:07
Conheça 5 fatos sobre Hemoterapia/ Reprodução/Pixabay
Conheça 5 fatos sobre Hemoterapia/ Reprodução/Pixabay

Você sabe o que é hemoterapia? Já ouviu falar sobre seus benefícios? E do seu poder de tratamento e cura de doenças? Embora este método não seja nenhuma novidade no mundo, ainda é um assunto que divide opiniões em relação aos seus riscos ligados diretamente a saúde de quem opta pelo procedimento. Pensando nisso, resolvemos esclarecer 5 fatos acerca dessa área, com a ajuda do especialista em hematologia e médico do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) - da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), Dr. Emilton Dias, confira.

1. É um tratamento com transfusão de sangue

A hemoterapia, de acordo com o dicionário médico Merriam-Webster, consiste em um tipo de tratamento que utiliza o sangue fresco  e seus derivados na administração para um tratamento baseado em uma transfusão sanguínea.

2. A quantidade de sangue retirada é pequena 

De maneira simples, o processo acontece por meio de uma sessão onde o médico utiliza o processo de torniquete no braço do paciente. Dessa forma, a veia é estimulada a saltar contra a pele e uma quantidade referente a um pequeno tubo de sangue de exame laboratorial é extraída. O sangue é coletado passa a ser injetado em outra pessoa.

3. A hemoterapia auxilia no tratamento de leucemia

O processo de hemoterapia auxilia no tratamento de várias doenças. Segundo dr. Emilton, de maneira geral, os casos mais frequentes são voltados para o tratamento de problemas relacionados a acidentes, cirurgias de muita perda sanguínea, além de doenças hematológicas como leucemia, anemia, púrpura, linfomas e outras mais.

4. Auto-hemoterapia não é auto-transfusão

Outras alternativas que a hemoterapia deu origem foram a auto-hemoterapia e a auto-transfusão. No entanto, ambas se divergem em seus métodos.

A auto-hemoterapia é usada pela medicina alternativa, que consiste no método off label, em que os médicos que executam tais métodos sem comprovações, assumem exclusivamente a responsabilidade pelo risco ao paciente. Assim como o nome já diz, ocorre quando uma pessoa retira o sangue dela mesma e introduz novamente no corpo.  De acordo com o doutor Emilton, esse procedimento não é reconhecido pela medicina convencional e ainda divide opiniões, devido aos riscos que o procedimento é realizado.

Já a auto-transfusão, é um dos métodos aplicados pela medicina convencional, com seu devido reconhecimento, e é indicada para casos específicos como precaução se houver necessidade do paciente. “Se uma pessoa, por exemplo, vai fazer uma cirurgia e talvez venha precisar de reposição sanguínea, e não tenha sangue suficiente de doadores, pode-se optar pela retirada do sangue dela mesma. A coleta será feita e ficará reservada por dois a três dias, para somente depois ser reintroduzida no paciente em questão.”, explica Dias sobre a diferença do processo.  

5.Riscos x Benefícios

Atualmente, os riscos da hemoterapia não existem, visto que antes de qualquer pessoa retirar uma quantidade considerável de sangue, por meio de exames,  ela deve passar por procedimentos clínicos para saber se está dentro dos requisitos de compatibilidade e doação/recepção sanguínea.

O tradicional procedimento da hemoterapia exerce a função de ajudar pacientes a se recuperar de doenças graves, de forma mais rápida. Auxilia no tratamento de infecções virais como gripe, resfriado, e até na recomposição das células da pele em situações de queimaduras, eczema, psoríase, entre outras.

O Dr.Emilton explica que alguns médicos alternativos relatam que o tratamento da auto-hemoterapia se relaciona com o crescimento de células de defesa do organismo (macrófagos), promovendo eficácia no terapia de doenças como câncer e várias outras. No entanto, ele salienta que não há comprovações do Conselho Federal de Medicina que afirmam tal tese.

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