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12 de maio: um dia para os que fazem a arte do cuidar

No Dia do Enfermeiro, contamos histórias de quem já atua ou se prepara para atuar em uma área cheia de desafios
Assessoria de Comunicação Por: Vinicius Albuquerque 12/05/2017 - 14:36
farda e equipamento usados por enfermeiro
Histórias de amor e dedicação fazem parte da rotina dos enfermeiros

Cuidar. Essa parece ser a palavra-chave para os profissionais que comemoram seu dia hoje, 12 de maio: os enfermeiros. Seja fazendo um curativo, ministrando uma medicação ou salvando vidas em situações de emergência, eles estão sempre preocupados em se dedicar ao paciente, tornando mais humano o atendimento. Mas, tanto profissionais quanto estudantes da área reconhecem que, além da vocação para o cuidado, os enfermeiros precisam estar cada vez mais capacitados e atualizados.

O estudante de Enfermagem da Faculdade Maurício de Nassau, em Natal, Gilson Aquino Cavalcante (21), ele conta que sua relação com a vontade de cuidar vem de muito cedo, até mesmo na infância. Em 2014, ele iniciou o curso técnico de Enfermagem e se identificou tanto que, três meses depois, entrou na graduação. Desde o ano passado ele atua em atendimento a idosos no estilo "home care" e, cada dia, se sente mais envolvido com a carreira que escolheu. "As pessoas dizem que a Enfermagem é a arte do cuidar e, de fato, é. Mas também é uma ciência e a contínua capacitação é que vai ajudar os profissionais a serem cada vez melhores", comenta.

Ainda iniciante no curso, Josilene Leonardo (19) relata que, quando era criança, queria ser médica. Mas a vida tratou de dar um novo rumo à vida dela. "Quando conheci mais da profissão de enfermeiro, vi que o cuidado estava ainda mais presente e foi por isso que escolhi a Enfermagem", comenta. Ainda no primeiro período, ela já é segura em dizer que quer seguir a área de Obstetrícia. "A qualificação é uma coisa exigida pelo mercado e é por isso que busquei a graduação que iria me dar mais do que um curso técnico", explica.

Segue esse mesmo discurso a professora e enfermeira Karoline Mirapalheta, coordenadora do curso de Enfermagem na NASSAU. "A área da Saúde tem uma característica de exigir de seus profissionais uma atualização constante. Não é diferente com a Enfermagem. Mas isso não depende apenas da formação que as instituições oferecem em suas grades curriculares, são os alunos - futuros profissionais - que podem fazer a verdadeira diferença".

URGÊNCIA

Enquanto uns se preparam para o mercado de trabalho, outros já vivenciam o dia-a-dia da Enfermagem há muitos anos. O que os dois lados têm em comum? A paixão pela profissão que escolheram. Pelos corredores do maior serviço de urgência do Rio Grande do Norte, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, muitas histórias da Enfermagem se encontram.

Uma delas é a da enfermeira do setor de Politrauma, Ana Elisa Marize Batista, cuja escolha da profissão que exerce nos últimos 10 anos, foi uma questão de identificação. “A enfermagem sempre teve uma imagem mais desafiadora para mim, além de passar mais tempo junto ao paciente. E foi isso que me atraiu: o cuidar do paciente”, comenta.

Ela conta que é um trabalho onde não existe monotonia. “É o maior serviço de urgência do estado, porta aberta para o trauma. Em um plantão de 12h podem entrar cinco, mas, podem entrar 50 pacientes também. Não existe rotina no politrauma”, afirma. Em três anos de atuação no hospital, ela já passou por situações extremamente difíceis, como quando teve que fazer a ventilação manual com balão de borracha em uma vítima de acidente de trânsito durante seis horas seguidas.

Ela relembra que não havia leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) disponível na rede de saúde do estado naquele momento. “O filho do paciente ficava me olhando e eu me colocando no lugar dele, vendo o pai com a vida por um fio. E eu fiquei lá, trabalhando, as seis horas, porque se fosse o meu pai que estivesse naquela situação, eu gostaria que houvesse uma enfermeira que fizesse o que fiz”.

 Ao contrário de sua colega do politrauma, Luciana conta que a escolha da profissão se deu muito em função da influência de sua tia, que também é enfermeira do Walfredo Gurgel. “Sempre a acompanhei desde a época da faculdade, então fui me familiarizando com o curso e gostei. Mas desde pequena que também já gostava da área da saúde”, relembra.

A enfermeira não esconde que estar na atual posição de gerente em um serviço de elevadas demandas como o Pronto Socorro Clóvis Sarinho é emocionalmente desgastante, além de um compromisso constante. Porém, os resultados positivos compensam todo o esforço. “É um trabalho muito recompensador, mesmo diante de tantas dificuldades”, finaliza.

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