Clicky

Selecione a cidade
4020-9734

Notícias


Um mundo sem cotas é possível?

Sistema que foi implantado para durar apenas cinco anos segue cercado de problemas estruturais, dúvidas e até mesmo algumas irregularidades, há 17 anos
Por: Rebeca Ângelis 06/07/2019 - 15:27

Hellena Rachel é estudante de medicina da UFPE e entrou pelo sistema de cotas na instituição/Foto: Sidney Lucena

Teoricamente, o sistema de cotas no Brasil não foi implantado como uma solução definitiva para resolver discrepâncias educacionais. Quando criado, foi pensado apenas como intervenção temporária, estabelecida para durar somente por cinco anos.  A medida foi imposta depois de uma longa mobilização dos movimentos sociais para ampliar o acesso da população negra ao ensino superior. Visava, sobretudo, corrigir desigualdades históricas.

Nesses cinco anos, o sistema de cotas buscava a obtenção de um maior número de negros, índios e demais minorias nas universidades, bem como uma boa inserção deles no mercado de trabalho. Somente assim, seria possível que as próximas gerações de variadas raças do Brasil pudessem ter igualdade de oportunidades, sem a necessidade da inclusão de quaisquer ações afirmativas.

No entanto, para a professora de pedagogia e representante da Comissão de Implementação do Combate ao Racismo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Auxiliadora Martins, a obtenção desses resultados esperados pela implantação das cotas não poderia ter dado certo em apenas cinco anos.

“O Brasil tem 519 anos e praticou escravismo criminoso por mais de 350 anos. Você estipular um prazo de cinco, dez anos, para fazer a correção de um sistema com desigualdade, perpetrado pelo Estado, é um pensamento ingênuo”, explica a docente.

Ela argumenta ainda que para um mundo sem cotas, no âmbito da educação, é necessária uma intervenção, primeiramente, na educação básica. “Pode até existir um mundo sem cotas, quando a Lei 10.639, que orienta escolas públicas e particulares de todos os níveis e modalidades de ensino for efetivamente implementada”, salienta Auxiliadora.

A lei introduz saberes africanos e afrodescendentes no currículo escolar, contudo não foi implantada como prevista em todas escolas, nem nas universidades. “Se a universidade e escolas não trabalham os conteúdos da educação étnico-racial e antirracista, como vai haver essa consciência de respeito e igualdade social?”, questiona Auxiliadora.

Para José Bento, a política de cotas é um 'mal necessário'/Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Para o professor e vice-coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da UFPE, José Bento, a política de cotas é um “mal necessário”. Ele ressalta que pensar em um outro mundo é possível, inclusive, sem cotas. No entanto é imprescindível que haja mais ações de conscientização acerca de pontos relacionados à igualdade étnica, racial, social e de gênero.

“Você pode até dizer: ‘Olha, todos nós somos humanos’. Sim, mas a forma de tratamento que se dá aos diversos grupos humanos não é equitativa. Então é preciso, sim, criar políticas para atender esses grupos que foram historicamente marginalizados. Acredito que a cota é algo a ser vencido em determinado período (a longo prazo)”, afirma o docente.

Antes e depois das cotas

Os resultados do sistema de cotas são vistos por Emanuelly Araújo, de 19 anos, como um fator positivo. Acadêmica de jornalismo e ingressante no curso da UFPE como cotista, ela reconhece que graças às ações afirmativas ganha impulso para concluir sua graduação.

A discente enxerga as cotas como meios de oportunidades e ressalta que, antes dessa intervenção, as desigualdades enfrentadas por seus pais e seus avós eram muito mais acentuadas do que atualmente. “É possível pensar em um mundo sem cotas?”, questiona a estudante. 

Emanuelly salienta que, mesmo com as oportunidades alcançadas com as cotas, ainda se depara com vários embates para se manter no mesmo nível de classes privilegiadas da sociedade. Sua rotina diária começa muito cedo, incluindo a dependência de transportes públicos lotados para chegar até o estágio. Ela ainda precisa de bolsas concedidas para se alimentar durante o almoço, de estudar durante a tarde e fazer o longo caminho de volta para casa.  

Dificuldades semelhantes também são vivenciadas por Hellena Rachel, estudante de medicina da UFPE e também ingressante universitária, através do sistema de cotas, em 2014. Em uma turma de setenta alunos, ela é um dos poucos alunos beneficiados pelas ações afirmativas. “A diferença maior não é cognitiva. Na verdade, é o contrário, eu tive que estudar mais para chegar no mesmo nível dessas pessoas que possuem um determinado privilégio que não tenho”, explica a estudante.  

 “O estudante cotista precisa de auxílios para estar na universidade, porque ele precisa fazer diversas outras coisas, para estar no mesmo nível dos demais estudantes com privilégios”, endossa a acadêmica.

A assistente social da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Fabiana Costa, avalia que estudantes cotistas, muitas vezes, precisam trabalhar ou depender de assistência estudantil para conseguir dar seguimento ao curso. Isso se deve, principalmente, às inúmeras dificuldades existentes fora da vida acadêmica.

Responsável pela assistência estudantil na Universidade, ela explica que trabalha com o critério socioeconômico e - dentre outros aspectos - os da questão racial influenciam diretamente nesse contexto. “Em geral, estudantes bolsistas, que são considerados em situação de vulnerabilidade socioeconômica, são pardos ou pretos”, ressalta. “Fatores como transporte para chegar até a universidade dos que possuem residências distantes da universidade, alimentação, além de outras dificuldades, superam questões exclusivamente pedagógicas”, garante Fabiana.

Ela também salienta que, apesar dessas dificuldades, uma pesquisa realizada na UFRPE revelou que, em relação à taxa de sucesso (alunos formados, comparado aos que entram naquele ano), os estudantes bolsistas têm apresentado uma melhor avaliação que os demais.

Discrepâncias na educação também foram avaliadas por um estudo, realizado em 2017, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e IBGE, incluindo aspectos de renda, trabalho e educação. O levantamento  mostra que há forte desigualdade na renda média do trabalho: R$ 1.570 para negros, R$ 1.606 para pardos e R$ 2.814 para brancos. Na educação, a taxa de analfabetismo é mais que o dobro entre pretos e pardos (9,9%), do que entre brancos (4,2%), de acordo com a PNAD Contínua de 2016.

No acesso ao ensino superior, de acordo com a PNAD Contínua de 2017, a porcentagem de brancos com 25 anos ou mais que têm ensino superior completo é de 22,9%.Também supera a porcentagem de pretos e pardos com diploma: 9,3%.

Na época do anúncio do levantamento, em 2017, o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explicou que problemas estruturais e baixa escolaridade são algumas justificativas para a dificuldade enfrentada por negros e pardos, dentro desse contexto de desigualdade.

Como as cotas podem ser aprimoradas?

Na concepção de alguns especialistas, para que o sistema de cotas obtenha sua devida finalidade de equidade social, é preciso pensar, desde medidas estruturais a mudanças em alguns critérios. De acordo com o pesquisador e doutor em economia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Álvaro Mendes Júnior, é necessária a exclusão do critério racial das cotas para que ela finalmente seja eficaz. Ele, que é autor de artigos científicos sobre cotas por várias instituições de ensino, entende que o sistema de cotas reduz a eficiência do ensino universitário, ao admitir um conjunto significativo de alunos, com uma base intelectual menor do que seria admitido em um sistema concorrencial.

Segundo seu estudo, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a inclusão de pretos e pardos já aconteceria somente com a utilização de um recorte de renda. Na prática, para cada 100 vagas, seriam cinco negros que ingressariam na universidade, no lugar de cinco brancos. Ele explica que isso aconteceria, pois é maior o número de negros em classes socioeconômicas baixas.

“Enquanto os governos brasileiros investem os seus esforços no sistema de cotas, não temos discutido as grandes reformas educacionais necessárias para um aumento efetivo da qualidade geral da educação brasileira. Por exemplo: convênios e subsídios às escolas e universidades confessionais, homeschooling, fim da BNCC, sistema de vouchers, inversão da pirâmide de gastos em educação (hoje investe-se proporcionalmente pouco no ensino básico, em comparação com o ensino superior) e a elaboração de projetos especiais em áreas como o Latim e a Filosofia Perene”, salienta Álvaro.

Álvaro endossa que há todo um conjunto de indivíduos que está sendo prejudicado, por ter o seu acesso à universidade negado, em detrimento da reserva de vagas para os grupos cotistas. Além disso, o professor está entre os que postulam a existência de danos para os próprios estudantes cotistas:

“São casos em que os estudantes acabam por falhar na progressão ao serem admitidos em universidades ou cursos com um nível de dificuldade maior do que conseguiriam acompanhar. É a chamada ‘Mismatch Hypothesis’. Em estudos que realizei a partir dos dados da UERJ, o baixo rendimento de alunos cotistas em carreiras de Exatas é um indício claro de que este fenômeno também acontece no Brasil”, garante Álvaro.

Já para Helio Santos, um dos militantes históricos do movimento negro e uma das primeiras vozes de luta pela implementação de cotas no país, a lei de cotas raciais deve ser mantida, mas avanços precisam ser aprimorados, como medidas, fiscalizações e punições mais rigorosas devem ser melhores aplicadas, no intuito de combater possíveis fraudes.

Em uma publicação da ‘Rede Brasil Atual’, ele afirma que, embora cotas sejam vistas como um “remédio amargo”, essas políticas específicas não serão eternas. “No Brasil, devem durar no máximo 25 anos, quando se tiver reduzido essas distâncias – que aqui não são sociais, são raciais – quando isso acontecer, podemos esgotar essas políticas e pensar em outras, generalistas”, avalia Helio.

O que já disseram outros especialistas sobre as cotas 

“A política de cotas foi a grande revolução silenciosa implementada no Brasil e que beneficia toda a sociedade. Em 17 anos, quadruplicou o ingresso de negros na universidade, país nenhum no mundo fez isso com o povo negro. Esse processo sinaliza que há mudanças reais para a comunidade negra”.

Frei David Santos, diretor da Educafro - organização que promove a inclusão de negros e pobres nas universidades por meio de bolsas de estudo (Agência Brasil, 2018)

“Considero uma medida complementar às cotas nas universidades.O raciocínio imediato mostra ser necessário criar condições para que os jovens saiam das universidades e possam exercer suas profissões. Neste caso, é bom lembrar que o Brasil é um importante empregador. Os concursos públicos são visados por todas as camadas sociais por proporcionar a estabilidade”.

Vantuil Pereira- professor do Núcleo de Políticas em Direitos Humanos (NEPP-DH), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - (Folha Dirigida, 2012)

“São políticas afirmativas do direito de todos os seres humanos a um tratamento igualitário e respeitoso. Assim é que se constrói uma nação”

Ayres Britto- Ministro do STF, na votação sobre a constitucionalidade das cotas, em 2012

Como funciona o sistema de cotas em outros países

Comentários

Notícias


Prouni: inclusão social no ensino superior particular

Criado em 2004 e assegurado pela Lei nº 11.096/2005, promulgada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa completa 15 anos em 2019
Por: Elaine Guimarães 06/07/2019 - 14:45 - Atualizado em: 06/07/2019 - 14:53

Aos 22 anos e no quinto período da graduação, Jéssica Nascimento constrói o sonho de se tornar médica/ Foto: Ricardo Araújo/LeiaJáImagens

Uma jornada integral e sete períodos pela frente separam Jéssica Nascimento, jovem negra e oriunda de escola pública, do diploma de bacharel em medicina. Aos 22 anos e no quinto período da graduação, ela constrói o sonho de se tornar médica na sala de aula e laboratórios da UNINASSAU, na Zona Sul do Recife, Jéssica, após não ser selecionada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pleiteou uma bolsa integral no Programa Universidade para Todos (ProUni). 

“Eu tive muito receio em cursar medicina e pensei em fazer outras coisas, porque, na minha visão, era algo que estava muito distante de mim, das minhas condições tanto financeiras, quanto de estudo mesmo, porque eu venho de escola pública desde a infância. Mas, eu resolvi tentar. Acredito que esse é o primeiro passo para a gente ter algo que quer e deseja muito”, afirma a universitária.

A entrada no ensino superior só foi possível através das ações afirmativas existentes no ProUni: bolsas reservadas a grupos específicos da população, como pessoas com deficiência, autodeclaradas pretas, pardas e indígenas. Ela relembra a espera por um possível remanejamento em uma universidade pública e que, diante do cenário de incerteza, decidiu aproveitar o início das inscrições do programa de assistência estudantil. “Ao todo, o programa ofertava sete bolsas integrais. Eu não fui selecionada na primeira chamada, apenas na segunda. Foram muitas idas e vindas ao cartório, porque toda documentação apresentada deveria estar autenticada. Além disso, tive que apresentar uma declaração, escrita à mão, a qual me autodeclarava negra”, explica.

A universitária fala com orgulho da origem e ressalta que o apoio da família foi fundamental para o início da jornada acadêmica. “Diante das minhas inseguranças na escolha do curso, minha mãe sempre me apoiou em tudo. Meu pai teve um pouco de receio quando contei que optei por medicina, mas também tive apoio dele. Meus pais não concluíram o ensino médio e eu serei a primeira da família com uma formação superior, serei a primeira médica”, comenta a estudante. 

Dos graduandos em medicina que realizaram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), em 2016, e ingressaram por meio de políticas de ações afirmativas ou inclusão social, apenas 8,1% se declararam de cor ou raça preta. Em contraponto, discentes da mesma categoria, no entanto, autodeclarados de cor ou raça branca representaram cerca de  45,7 % no exame. 

Para o cientista político e professor Michel Zaidan, o período escravocrata deixou sérias sequelas que atingem, inclusive, a educação nacional em seus mais variados níveis. “A excludência não é só econômica, ela é racial, ela é étnica também, diga-se de passagem. Nós temos uma herança escravocrata pesada e nunca foi resolvida. No Brasil, ela é escondida. Aqui, em razão da pseudodemocracia racial, esse é um problema escondido que as pessoas têm o problema em assumir que há uma questão racial brasileira. Claro que isso pesa no cotidiano, nas relações sociais de uma maneira geral. Até se resolver esta questão vai demorar muito tempo, porque ela não é só uma questão de política pública, ela é uma questão cultural”, explica Zaidan.  

“O Prouni é uma oportunidade de ter acesso ao que nos é negado de diversas formas todos os dias”

Na tentativa de promover o acesso ao ensino superior, sobretudo, privado, as ações afirmativas do ProUni surgem como reparação histórica e iniciativa de inclusão e equidade. Ainda a passos lentos, o programa vai democratizando os espaços acadêmicos, anteriormente, ocupados por uma elite financeira. “Cotas de renda são extremamente necessárias e por mais que haja um debate muito desonesto em relação às cotas raciais, elas também são uma reparação histórica mais do que necessária. Nós, pretos e os pardos, precisamos ocupar os espaços elitizados do país e ganhar voz. Graças às cotas estamos conseguindo. Não tem absolutamente nada a ver com capacidade, mas sim com oportunidade”, observa a estudante de fisioterapia Raynara Oliveira.

Moradora da cidade de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife, Raynara divide seu tempo entre a graduação, monitoria e trabalho no programa Jovem Aprendiz na área administrativa. “Moro longe, então, levo mais de duas horas para chegar à faculdade. Nas quintas, dou aula de monitoria. Depois de largar da faculdade, eu trabalho, de 13h30 às 17h30, para conseguir um dinheiro para manter os custos do curso, como material, livros, passagem, entre outras despesas”, relata a jovem.

Raynara divide seu tempo entre a graduação, monitoria e trabalho no programa Jovem Aprendiz na área administrativa/Foto:arquivo pessoal

Apaixonada pela área de saúde, a estudante viu na fisioterapia uma oportunidade de trabalhar com o que gosta e um meio de interação com pessoas diversas. No entanto, o contexto social da família não era favorável para o ingresso em uma instituição de ensino privado. “Minha família não tem condições de pagar [a faculdade], minha mãe é desempregada e não moro com meu pai. Ele não paga pensão, nem muito menos ajuda com os custos, por isso, eu tenho que trabalhar em outro horário. O ProUni é uma oportunidade de ter acesso ao que nos é negado de diversas forma todos os dias, principalmente, para jovens negros e pobres como eu”, afirma.

A graduanda em fisioterapia, que estudou a vida inteira em instituições privadas como bolsista, em razão da tia professora, aponta a importância do programa para o acesso ao ensino superior. “Duas tias são formadas, uma em letras e outra em marketing, além do meu irmão mais velho, que está cursando a graduação de ciências contábeis também graças ao ProUni. Tenho uma gratidão enorme pela existência do programa, pois, como já afirmei, minha família não tem condições de arcar com os custos do meu curso. E é muito incrível, não só para mim, quanto para eles, saber que através dos estudos e da minha dedicação, em todos os anos de escola, hoje, consigo fazer minha graduação gratuitamente”, conta Raynara. 

Nessa perspectiva, Michel Zaidan traça alguns aspectos positivos acerca do programa, como a inserção das classes mais abastadas no ensino superior. Entretanto, o cientista político ressalta que, mesmo com a crescente demanda pelos programas de assistência estudantil, há necessidade de um investimento maior na educação básica pública, a qual apresenta deficiências de ensino e estrutura, o que refletirá no desempenho dos discentes ao longo da trajetória educacional.

“Infelizmente, a nossa universidade recebe uma percentagem muito pequena da população estudantil, porque para a pessoa chegar no ensino superior é muito difícil, devido ao déficit ao longo do tempo no ensino básico [fundamental e médio] e assim por diante. Quando chega à universidade, a pessoa tem um enorme acúmulo de deficiências que não serão sanadas no ensino superior”, critica.

Para ele, o acesso à educação tem que ir além do assistencialismo e focar também na permanência dos estudantes nas graduações. Sobre isso, Michel Zaindan detalha no áudio a seguir:

15 anos de universalização do ensino superior particular e desafios

Criado em 2004 e assegurado pela Lei nº 11.096/2005, promulgada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o para ProUni completa 15 anos em 2019. Para pleitear uma bolsa integral ou parcial, os estudantes precisam ter conhecimento dos requisitos e regras do programa antes do ato de inscrição. Logo, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em instituição privada na condição de bolsista integral. 

Em caso de requerentes com deficiência e professores da rede pública, no exercício do magistério, não é necessário atender ao requisito de renda (1,5 salário mínimo). Do ato de inscrição até a matrícula, os estudantes precisam comprovar as informações repassadas ao programa, através da documentação exigida e entregue a IES escolhida.

Nestes 15 anos, de acordo com dados divulgados e fornecidos ao LeiaJá pelo Ministério da Educação (MEC), foram mais de três milhões de bolsas, parciais e integrais, até o segundo semestre de 2018, oferecidas para estudantes de todas as regiões do Brasil. O apontamento demonstrou ainda que a maioria dos contemplados é de raça branca, cerca de 43%, seguido de pardos, 41,1%, e pretos, 12,6 %. O cenário chama atenção para o baixo quantitativo de indígenas nos espaços acadêmicos, aproximadamente 0,1%. 

No que se refere às políticas afirmativas dentro do programa, o MEC realizou um levantamento dos cursos superiores, em instituições privadas, que mais receberam bolsistas/cotistas desde a criação até o ano de 2018. O resultado indica que o bacharelado em administração ocupa o primeiro lugar entre os “prounistas” que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas e pessoas com deficiência. As graduações em direito e pedagogia, respectivamente, aparecem em segundo e terceiro lugares. 

Diante do contingenciamento de verbas destinadas à educação, anunciado pelo Ministério da Educação, em abril deste ano, alguns prounistas se sentiram ameaçados. “Eu recebia a notícia do corte com um pouco de medo, porque não sabia a que ponto isso poderia afetar as bolsas e continuidade do programa. Mas, resolvi não pensar tanto nisso para não interferir no meu desempenho”, conta Jéssica Nascimento.

Questionado sobre o tema, o MEC, por meio da sua assessoria de comunicação, foi categórica ao garantir a continuidade do ProUni. O órgão também afirmou que não terá redução das bolsas, tão pouco, mudanças no formato do programa. “As instituições de educação superior participantes do ProUni recebem, em contrapartidaàs bolsas de estudo ofertadas, isenção de impostos e contribuições, conforme disposto no art. 8º da Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, não havendo, portanto, gasto de recursos do orçamento do Ministério da Educação para pagamento das bolsas concedidas no âmbito do programa”, explica a assessoria do Ministério ao LeiaJá.

Além disso, em meio às críticas ao atual governo, que é alvo de protestos, o MEC ressalta que é de interesse governamental dá continuidade a programas de assistência estudantil, como o ProUni e Fies. “Estes programas são instituídos por lei e têm como principal objetivo contribuir para a democratização e ampliação do acesso à educação superior e estão sendo continuados pelo governo”, finaliza a assessoria. 

Comentários

Notícias


No dia da Independência americana, saiba como a gastronomia dos EUA influencia hábitos no Brasil

Marcele Lima Por: 04/07/2019 - 12:37
4dejulho/Pixabay
4dejulho/Pixabay

O 4 de Julho é um dos dias mais esperados pelos moradores dos Estados Unidos. Nele, comemora-se o dia da Independência norte-americana, proclamada em 1776, após intensa luta contra o Reino Unido. Ao longo da intensa festa, que conta com cartões postais cheios de bandeiras e patriotas vestidos de azul com vermelho e branco, não pode faltar o consumo de cerveja e comidas típicas. As batatas e os hot dogs são alguns dos pratos mais populares. Segundo a revista “Time”, só no 4 de julho, os americanos consomem mais de 150 milhões de cachorros-quentes.  

No entanto, o sanduíche de salsicha é popular no país em todas as épocas do ano, assim como as batatas fritas, os hambúrgueres, as panquecas do café da manhã, com ovos e bacon e tantos outros pratos difundidos pela cultura popular para diversas partes do mundo. A culinária não é das mais rebuscadas, mas teve influência de diversos povos que passaram e ainda passam pelo território. Antes, dos índios, depois com os escravos africanos e vizinhos latinos. 

“Como os Estados Unidos tiveram uma colonização bem conflituosa, sem a presença de um único poder, um rei ou rainha, acabaram não formando uma culinária tão ‘refinada’, mas, por outro lado, têm uma culinária muito rica. Muitos dos pratos típicos americanos são adaptações ou reinvenções baseadas nessas influências”, explica a professora de cozinha das Américas, do curso de gastronomia da UNINASSAU, Gabrielly Braga. 

Assim como sofreu influência externa, os EUA influenciaram outras nações. A maior potência econômica do planeta traz o estilo de vida dos “fast foods”, absorvido por quem vive na correria da modernidade. “E como muitas das grandes redes são americanas, eles chegaram com força no mundo todo. Além disso eles têm uma comida muito prática e diversificada, que acaba alcançado um público grande”, comenta a professora Gabrielly. 

No Brasil, mesmo com as nossas adaptações e o nosso “tempero”, quase todo mundo tem o hábito de consumir a culinária dos Estados Unidos. Nas festinhas não falta cachorro quente; existem centenas de casas especializadas em hambúrgueres, sejam as redes famosas, sejam as artesanais. Além do almoço com costelinha com barbecue e batata frita dos restaurantes e, claro, a pizza do sábado à noite! Não podemos esquecer também das famosas sobremesas como cheesecake e torta de maçã.

E para lembrar o 4 de julho, trouxemos uma receita prática da professora Gabrielly, que ensina a fazer um dos mais amados doces americanos: o brownie!

Ingredientes

170 gramas de chocolate meio amargo

100g de manteiga ou margarina

1 xícara de trigo

1 xícara de açúcar

3 ovos

¼ de xícara de chocolate em pó

Modo de preparo

Pré aquecer o forno a 180 graus 

Derreter o chocolate em banho maria ou microondas e acrescentar a manteiga. Adicionar o chocolate em pó à essa mistura. 

Em outro recipiente bater os ovos e o açúcar até que fiquem com uma cor clara. 

Misturar os ovos e açúcar com a mistura de chocolate e manteiga, e ao final, acrescentar o trigo e misturar tudo. 

Forrar uma forma com papel manteiga ou untar com manteiga e chocolate em pó e levar para assar até que forme uma crosta na superfície, mas, que o meio ainda esteja úmido. Pode testar colocando um palito, ele tem que sair melado, mas não molhado. 

Sugestão de consumo: servir ainda quente com o sorvete da sua preferência

 

Comentários

Notícias


5 personalidades LGBTs que marcaram o mundo

No Dia Internacional do Orgulho Gay, relembramos nomes que tiveram atuações marcantes em suas áreas. Data também reitera a importância da luta por respeito e igualdade
Por: Rebeca Ângelis 25/06/2019 - 18:12 - Atualizado em: 26/06/2019 - 10:31

Muitas pessoas acreditam que a história é marcada apenas pela atuação de estudiosos e personalidades heterossexuais. No entanto, grandes descobertas e feitos foram construídos a partir do trabalho de intelectuais LGBTs.

Nesta sexta-feira (26), Dia Internacional do Orgulho Gay, conheça cinco grandes nomes LGBTs responsáveis por  feitos na política, ciência, artes e na história.

Sally RideResultado de imagem para sally ride

Primeira mulher que chegou ao espaço, Sally Ride revolucionou o mundo em 18 de junho de 1983. Astronauta da conhecida nave espacial ‘Challenger’, Sally era lésbica e uma das maiores incentivadoras da promoção do conhecimento da ciência para crianças. Por 27 anos, ela foi parceira de Tam O'Shaughnessy, que também era sua sócia na ‘Sally Ride Science’, uma organização sem fins lucrativos.

Sócrates

Considerado um dos principais filósofos ocidentais, Sócrates viveu na Grécia Resultado de imagem para socratesAntiga e era assumidamente homossexual. Entre seus estudos, defendia a investigação e o diálogo para se chegar à verdade, método que deu origem à famosa ‘DR’ que assombra casais. 

Leonardo da VinciResultado de imagem para leonardo da vinci

Um verdadeiro prodígio humano, da Vinci era cientista, engenheiro, anatomista, botânico, inventor e pintor. Em seus registros históricos e em escritos pessoais, biógrafos de Da Vinci deduzem que o gênio teria sido homossexual. Ele passou, inclusive, por um tribunal após ser acusado de sodomia com um homem prostituto. A acusação não foi adiante, mas os boatos a respeito da sexualidade de Da Vinci permanecem até hoje.

Alexandre, o Grande

Resultado de imagem para alexandre o grandeO guerreiro macedônio foi fortemente respeitado pelo seu povo. Alguns historiadores afirmam que Alexandre se casou quatro vezes com mulheres, no entanto, outros historiadores, como Diodoro Sículo, afirmam que o guerreiro teria tido pelo menos um amante homem, Heféstion. Estudiosos revelam ainda que quando Heféstion morreu, Alexandre teria ficado sem comer e beber por vários dias em sinal de luto.

Florence NightingaleResultado de imagem para florence nightingale

Ícone e símbolo de orgulho e luta na enfermagem, Florence tornou-se uma das enfermeiras mais famosas da história. Ela viveu por 90 anos e marcou o sistema médico, principalmente em situações de guerra, quando atendia pessoas enfermas. Antes, durante os conflitos, os feridos não recebiam o socorro adequado. A enfermeira era lésbica e teve longos e apaixonados relacionamentos com mulheres, fato que não escondia de ninguém.

 

Comentários

Notícias


São João: veja como a festa é comemorada no Brasil

Elencamos como se dá a festa no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. Confira!
Thayná Aguiar Por: 21/06/2019 - 09:51

Quadrilhas, comidas típicas, fogueira, bandeirinhas e forró. Basta o mês de junho chegar para lembrarmos logo das festas de São João. Famosas no Brasil e especialmente no Nordeste, a comemoração chegou ao país por influência dos portugueses no século XVI durante o processo de colonização.

De acordo com os historiadores, as festas são uma herança de tradição romano-germânica e do cristianismo. Na romano-germânica, os povos que viviam nos campos eram conhecidos por prestarem homenagens a diversos deuses para agradecer pelas boas plantações.

Com o tempo, o cristianismo acabou dando outro significado às celebrações, homenageando Santo Antônio, São João Batista e São Pedro que são comemorados nos dias 13, 24 e 29 de junho.

Embora o São João seja popularmente celebrado em todo o Brasil, cada região tem sua peculiaridade durante a comemoração do período junino. Desta forma, elencamos como se dá a festa no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país. Confira!

Norte: O ritmo que comanda a festa na região é o carimbó; uma dança típica local. Em Belém, Parintins e Manaus, comemora-se com a dança do boi-bumbá, que gira em torno da lenda de morte e ressurreição de um boi. Na culinária, tem o vatapá, cuscuz, mingau de milho, caruru, maniçoba e o tacacá.

Nordeste: Pode-se dizer que é a região central das festas juninas, devido à grandiosidade das comemorações nessa época. O som que dá o tom dos festejos é o forró. Principalmente, o pé-de-serra. Nas quadras ou “arraiás” as quadrilhas fazem a festa. As fogueiras ganham as ruas e as bandeirinhas e balões enfeitam as casas. Na gastronomia nordestina, o que dá o sabor é o milho. Nessa época, ele é o ingrediente principal da maioria das receitas. Seus práticos típicos são: canjica, munguzá, milho cozido, milho assado, pamonha, bolo de milho e o bolo pé-de-moleque. 

Centro-Oeste: Como a região faz divisa com outros países, ela acaba recebendo influência de outras culturas. Nessa época, o sertanejo é o gênero mais tocado durante os festejos. Entre as comidas típicas estão a sopa paraguaia (uma espécie de bolo de queijo), farofa de banana, caldo de feijão, escaldado, paçoca de pilão, pixé e revirado cuiabano. Um dos momentos mais marcantes durante a comemoração do São João é a lavagem dos santos, na qual os participantes pedem proteção.

Sul: Com o frio, as fogueiras, o pinhão e o quentão são elementos essenciais para esquentar os festejos da região. Nas atrações, o que chama a atenção são as quadrilhas e os casamentos caipiras. Além do pinhão, outros pratos que ganham espaço nesse período são o amendoim, o milho, a pipoca, a cocada, a canjica e o arroz doce.

Sudeste: Assim como na região Centro-Oeste, o sertanejo também comanda a festa no sudeste. Entre as tradições da época, a principal é o casamento caipira. Onde os participantes se vestem à caráter com roupas xadrez, florais e rendadas. As mulheres apostam nas pintinhas do rosto, enquanto os homens no bigode. Na gastronomia, não pode faltar o milho verde e o quentão. Além deles, ainda é costumeiro colocar à mesa o feijão tropeiro e o clássico pão de queijo, famoso em Minas Gerais.

Comentários

Notícias


Dia do Surf: conheça ícones do cenário feminino no Brasil

Embora ainda lutem bastante dentro e fora das águas para ter reconhecimento no esporte, as mulheres se fortalecem e se consagram cada vez mais no surf brasileiro. Confira!
Por: Rebeca Ângelis 20/06/2019 - 12:17 - Atualizado em: 20/06/2019 - 12:18

                                    

De pranchinha, “pranchão” (longboard), bodyboard ou até na mais recente modalidade, o bodysurf. Não há mais restrições que impeçam as mulheres de deslizar em uma onda e se destacar num drop ou numa manobra. Um esporte que há muito tempo era visto como modalidade exclusiva para homens, agora quebra tabus nas águas salgadas com a presença feminina cada vez mais forte, lutando e prezando pela igualdade de gênero.

A luta por igualdade e resistência faz com que surfistas alcancem cada vez mais seu devido lugar de respeito pelos litorais de vários estados do país. Ainda é comum que mulheres sofram com assédio sexual, machismo na hora de entrar no mar e disputar uma onda, ou até mesmo recebam menos em premiações de grandes campeonatos em relação à categoria masculina.

Apesar disso, a força e a resistência de cada uma delas fala mais alto. E isso acontece desde meados 1936, quando a brasileira Margot Rittscher foi uma das pioneiras no país a surfar numa “tábua havaiana”. Margot e várias outras são as principais motivadoras da força que o surf feminista traz hoje para as novas gerações. Confira a lista dessas surfistas brasileiras que são ícones deste cenário atual!

Maya Gabeira 

Nascida no Rio de Janeiro, Maya começou a surfar quando tinha 14 anos. Em 2007, com 20 anos, iniciou uma série de quatro vitórias consecutivas em campeonatos do Billabong XXL Global Big Wave Awards. Em 2012, voltou a vencer na mesma categoria, competindo com grandes outras surfistas do mundo. Mantida na elite do surf mundial, Maya também é sinônimo de superação das ondas gigantes. A carioca chegou a se recuperar depois de sofrer uma queda de uma das maiores ondas da temporada de surf em Nazaré, no litoral de Portugal. Maya não só tomou coragem de tentar novamente a “big wave”, como também quebrou um recorde da maior onda surfada por uma mulher.

Silvana Lima

Nordestina, natural do Ceará, Silvana Lima já foi duas vezes vice-campeã mundial. Seu destaque não para por aí. Tornou-se a primeira vencedora da nova etapa do QS 6000 Feminino, o Sydney International Women’s Pro Champion em Cronulla Beach, na Austrália. Na última etapa do Circuito Mundial, o WCT (World Championship Tour), Silvana Lima também foi destaque por ser a única brasileira que representou o surf brasileiro. É dela também o posto de brasileira mais bem classificada no ranking mundial de surf: ocupa a 15ª posição.

Carol Bonelli

Considerada uma das grandes promessas do surf feminino, Carol Bonelli, de 16 anos já carrega o título de campeã da etapa Rip Curl Grom Search 2016 (Florianópolis). A carioca também já foi Bicampeã Sub 14 (2014 e 2015), Campeã Estadual Sub 18 (2014), Vice Campeã Rio Girl Grom Search (2015 e 2016) e 13° lugar no Mundial ISA Games Portugal (2016). Título para a guria é o que não falta!

Tatiana Weston Webb

Também vista com uma promessa de grandes feitos no surf internacional, a brasileira naturalizada havaiana já venceu muitos tabus e machismo. Com apenas 20 anos de idade, Tatiana Weston Webb já faz parte da elite mundial, pois, desde cedo, já pegava grandes tubos no Havaí e ficou profissional na missão. Hoje está em oitavo lugar no ranking mundial, da World Women's Championship Tour.

Quer saber mais sobre esses e outros esportes? Conheça o curso de educação física da UNINASSAU!


 

Comentários

Notícias


Dia do Doador de Sangue: saiba onde doar e salvar vidas

Confira mais de 500 pontos de coletas espalhados pelo Brasil e faça sua parte
Por: Rebeca Ângelis 14/06/2019 - 10:51

Um simples gesto voluntário pode salvar a vida de quem precisa de sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, no país existem 27 hemocentros espalhados em vários estados e 500 serviços de coleta, em unidades básicas de saúde. No entanto, apenas 1,8% da população brasileira pratica essa doação.

Nesta sexta sexta-feira (14), é celebrado o Dia do Doador de Sangue como forma de conscientização de praticar o bem para o próximo. Pensando na relevância que a data remete, que tal ser um doador? Para doar, basta procurar um local mais próximo que realize a coleta.

Confira os requisitos para ser voluntário:

  • No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue;

  • Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis. Entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos;

  • É preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde;

  • O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum;

  • No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto;

  • A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher;

  • O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Ainda tem dúvidas sobre onde doar?

Para quem tem interesse em doar mas ainda tem dúvidas, basta acessar o site especial do Ministério da Saúde. Por meio dele, é possível esclarecer perguntas e respostas sobre o assunto e todos os critérios exigidos para a doação.

Sua contribuição pode salvar várias vidas!

O sangue é insubstituível. Por isso a doação é tão importante para reposição de todos os bancos. Portanto, caso você atenda aos critérios, não deixe de fazer sua parte! Quem precisa sobreviver só consegue graças à generosidade de quem doa. Com o período de férias, o frio e a seca, a tendência é que os estoques diminuam. Seja voluntário!

Deseja seguir carreira na área de saúde? Conheça o curso de enfermagem da UNINASSAU!

 

Comentários

Notícias


Dia dos Namorados: que filme é você?

A data chegou ao Brasil no ano de 1949
Thayná Aguiar Por: 12/06/2019 - 08:37 - Atualizado em: 12/06/2019 - 08:45

12 de Junho é a data que se comemora o Dia dos Namorados no Brasil. A comemoração, que surgiu em Portugal, só chegou ao nosso país no ano de de 1949. O criador da data foi o publicitário João Doria, que escolheu este dia por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido por ser o santo casamenteiro. O profssional apresentou uma campanha com o slogan "não é só com beijos que se prova o amor" e agradou os comerciantes paulistas. Desde então, a data ganhou cada vez mais espaço no calendário dos brasileiros apaixonados.

Deixando a parte comercial de lado, a data de 12 de junho é marcada pelas trocas de presentes, demonstrações públicas de carinho e, nos dias de hoje, fotos por todas as redes sociais para mostrar o amor. Entrando no clima da comemoração, fizemos um teste para descobrir que filme é você neste Dia dos Namorados. E aí, vamos descobrir? Confira!

Já pensou em cursar algo na área de cinema ou de produção de filmes? Confira as disciplinas do curso de CST em Filmmaker da UNINASSAU! Entre as cadeiras, o aluno terá aulas de Fotografia e Iluminação, Dramaturgia, Análise Fílmica e Crítica Cinematográfica.

Comentários

Notícias


Dia da Língua Portuguesa: apps que ajudam a falar e escrever melhor o português

A lista de aplicativos reúne abordagens de temas como vocabulário, gramática e sintaxe
Thayná Aguiar Por: 10/06/2019 - 10:55 - Atualizado em: 10/06/2019 - 10:58

Acabou a época em que estudar uma disciplina se limitava apenas às salas de aula, livros ou enciclopédias. Hoje, já dá para garantir um bom desenvolvimento de estudo com a ajuda do nosso smartphone. Com a correria do dia a dia, unir dinamismo, didática e praticidade pode ser a melhor alternativa para conseguir aprender nos mais diferentes lugares e circunstâncias.

Na data em que se comemora o Dia da Língua Portuguesa, separamos alguns aplicativos de celular que auxiliam a falar e escrever melhor o português. A lista de apps reúne abordagens de temas como vocabulário, gramática e sintaxe. Confira!

Comentários

Notícias


Conheça filmes que falam sobre liberdade de imprensa

Marcele Lima Por: 07/06/2019 - 16:18 - Atualizado em: 07/06/2019 - 16:27
Conheça filmes que falam sobre liberdade de imprensa/Pixabay
Conheça filmes que falam sobre liberdade de imprensa/Pixabay

A imprensa brasileira enfrenta desafios para conseguir se manter de pé, com credibilidade e atendendo às verdades dos fatos, sem que haja influências de fontes ou interesses pessoais no relato dos mesmos. Ao longo da história, muitos presidentes da república acusaram profissionais e veículos de perseguição, gerando até mesmo alguns casos de demissões e retaliações a jornalistas por conta de reportagens que foram, ou não ao ar, e matérias publicadas. 

As pequenas rádios do interior do país são as que mais sofrem com a falta de liberdade para denunciar, principalmente os desmandos de políticos, pessoas com poder e crimes cometidos nas cidades. Há diversos casos de donos de emissoras, jornais e blogs que foram assassinados por desafetos. No Brasil, um dos casos mais enigmáticos foi o do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, que foi morto por traficantes em um morro do Rio de Janeiro. Seu trabalho era de investigação e incomodava os que queriam manter o controle e tráfico de drogas naquelas localidades.

De acordo com dados das Organizações das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), O Brasil é o sexto país mais perigoso para se exercer a profissão, o que representa uma violação à liberdade de expressão. De 1994 a 2018, 64 profissionais de comunicação perderam a vida exercendo o ofício. O medo só aumenta, principalmente com a difusão de notícias falsas, que buscam fazer com a população perca a confiança na imprensa.

Em abril deste ano, a Organização Não Governamental Repórteres sem Fronteiras, divulgou um levantamento que mostra que o Brasil caiu três posições no ranking mundial de liberdade de imprensa, que analisa 180 países, saindo do 103° para o 105° colocação, comparando com os dados de 2018. Para os responsáveis pela análise, o Brasil caminha para que cada dia seja mais difícil trabalhar com comunicação social. Um dos fatos que colaboram para isso é justamente o fato da última campanha presidencial ter sido, em grande parte, pautada por fake news, discurso de ódio de todas as partes e violência contra jornalistas. “Um prenúncio sombrio para a democracia e a liberdade de imprensa”, diz a pesquisa.

A ONG Repórteres sem Fronteiras existe há 30 anos e foi criada por quatro jornalistas. Com o trabalho que desempenhou à época, a associação acabou tornando-se referência mundial na defesa e promoção da liberdade de informação. A ONG apoia iniciativas de comunicadores nos países onde atua, sobretudo os que estão em situação de vulnerabilidade, como na Síria, em guerra há alguns anos, ajudando na formação de profissionais da imprensa e blogueiros locais. Já no Haiti, a RSF criou um centro de apoio à mídia depois que um terremoto atingiu o país, em 2010.

 

Confira agora quatro filmes que trazem a liberdade de imprensa como tema para assistir neste final de semana

 

“The Post – A Guerra Secreta”

O filme traz a batalha de jornais americanos para publicar os “Papéis do Pentágono”. Os documentos revelam que as tropas americanas foram mantidas por longos anos no campo de batalha, mesmo com perdas, a fim de evitar uma derrota humilhante para os Estados Unidos. Indo no sentido oposto, das histórias contadas pela Casa Branca. O filme é de Steven Spielberg e estreou em 2017.

"O Custo da Coragem"

O filme traz a história de uma repórter investigativa que se vê perseguida e com a família ameaçada depois de publicar uma matéria sobre os traficantes e chefes do crime de Dublin, na Irlanda. É de 2003, dirigido por Joel Schumacher.

"Conspiração e Poder"

De 2016, o longa conta a suspeita de uma produtora em relação à influência do presidente norte-americano na Guerra do Vietnã. Ela consegue os documentos que ajudam na comprovação de suas suspeitas, levando a história ao ar em um programa de televisão. No entanto, a reportagem surte o efeito oposto e ela passa a ter seu trabalho e da sua equipe questionados por todos. A direção fica a cargo de James Vanderbilt.

“Boa Noite e Boa Sorte”

O filme retrata a luta de um âncora de TV para mostrar em seu jornal os dois lados de uma mesma história. Ele acaba revelando as mentiras de um senador local, na caça de supostos comunistas. O senador recusa o recurso do direito de resposta e resolve intimidar o jornalista, criando um confronto público que traz consequências ao recém-implantado canal norte-americano. O filme é de 2006 e traz na direção George Clooney.

Gosta da área de Jornalismo? Venha conhecer a Uninassau!

Comentários

Páginas